Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sábado, 26 de março de 2016

Sonolência* / A Solidão Me Pensa-

 
 
 
 
Sonolência* / A Solidão Me Pensa-
 
 
Madrugada desperta / e flui pelo gume do ímpeto,
lânguida, insinua-se no meu corpo / enquanto o coração é repouso
envolta em brumas noturnas e molhados serenos, / e a nos molhar de paixão,
lambe-me o peito, brinca com minhas pálpebras e segura-me num aperto / faço afagos
 
 
consinto...e nesse instante sinto-me em um despertar infindo / de orquestrar mormaços
no ritmo dos piscares das estrelas / no espelho raro do céu, 
busco o desatar das sensações que guardo de ti / ...tudo tão incomum
no meu íntimo / sem rumo, sem fim...
 
 
na calada madrugada de carícias frias, / encontra-nos a esperança e o sonho
aspiro o perfume alvo da lua / na tez da palavra não desferida
afofo a imensidão do travesseiro e, entre o abraço acetinado do lençol...percebo-me nua / rendição...
 
 
o despir das palavras tornou-me assim / uma só voz
despida e desperta / ao luar que dá febre,
prateada e dourada / enseada de desejos,
solitária... e sempre tua / inteiramente...
 
 
nas paredes do quarto todas as matizes das sombras dos passos / fazem da noite meu bem,
a cumplicidade dos carinhos / adoça meus lábios,
desenham amorosos corpos / em tempo de colheita
a fragrância exalada dos toques, são quadros róseos ...de desejos nacarados / em poros dilatados...
 
 
há no ar sereno da madrugada / a repetida rima
que num balé de brisa me acalenta, / para além da hora do crepúsculo
um convite para afundar-me em teus pensamentos / matar a fome
no levantar-me entre miragens / na linguagem do teu corpo...
 

 diviso nossas silhuetas amantes / no mar do teu olhar;
tatuadas no espelho / o frutificar de nossas vinhas.
são nuances mágicas de encontros de corpos ardentes...sem medos / estás entre meus dedos agora...
 
 
é assim que tua memória sempre me toma / como o toque das horas,
no veludo que acariciamos em beijos sem nomes / tenho tudo e também nada,
lábios em fúria, sem donos / só emoções...
 
 
quedo-me novamente no leito dos sonhos despertos / enquanto escrevo em gorjeios
no amassado lençol marcado ainda pelo abandono / e cheio de saudades,
teu cheiro envolve-me/
 sempre quando me deito...
te perco na realidade e acho-te no sonho / na palavra transpirada pelas sobras do tempo...
 
 
abraço-me com a tua ausência / como ao mistério que há na chuva...
em mim quer dormir a esperança / persistente
não há nenhum movimento meu que / a volúpia acalme
não seja recíproco ao teu pensamento / acariciante como castata,
enquanto os acordes noturnos despedem-se em sua dança / gemendo ais
meus olhos úmidos entregam-se ao precipício do sono e me perco / momento fugaz,
desejosa, nua e quente / porque te adoro
no frêmito das tão sonhadas lembranças. / ATRAÇÃO FATAL!
 
 
Karinna* / Miguel-
 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

ARDOR- SUSPIRADO*

 
 
ARDOR-
 
Há inquietação dos perfumes
Nos ares da madrugada
Onde piscam vaga-lumes
Que tal olhares da amada
 
É afetação dos costumes
Por que a fada é contemplada
Pois se atormentam ciúmes
Por querê-la apaixonada
 
E com todas as centelhas
Desejando até tostar
Ser o mel de mil abelhas
Adoçando até melar
 
Miguel Eduardo Gonçalves-
 
*****
 
ARDOR- SUSPIRADO*
 
Há inquietação dos perfumes
num punhado de orvalho
Nos ares da madrugada
princípio de coração
Onde piscam vaga-lumes
brasa de sangue
Que tal olhares da amada
ardores em compulsão
 
É afetação dos costumes
suores das rosas
Por que a fada é contemplada
em peito constelado
Pois se atormentam ciúmes
vulcão entre palatos
Por querê-la apaixonada
num ritual de amor espelhado
 
E com todas as centelhas
perdido o prumo
Desejando até tostar
trovando vontades extremas
Ser o mel de mil abelhas
mapeando na pele
Adoçando até melar
o curso das estrelas...
 
Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*
 
*****
 
SUSPIRADO*
 
num punhado de orvalho
princípio de coração
brasa de sangue
ardores em compulsão
 
suores das rosas
em peito constelado
vulcão entre palatos
num ritual de amor espelhado
 
perdido o prumo
trovando vontades extremas
mapeando na pele
o curso das estrelas...
 
Karinna*

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Vontade de um poema* Inquietante



Vontade de um Poema*/ Inquietante 


e se de vontades impulsiono-me/ sou pensamentos

haverá sempre um sorriso na curva da lua/ como nuvens

uma estrela piscando no olhar de quem me espreita// toldando o sol

no beijo de quem me ama.../ verão que teima em continuar

e se de desejos a vida se faz/ como primavera

sempre haverá mais horas/ pulsando devagarinho

mais minutos perfumados/ com os olhos cheios de flores

mais , de pêssegos, compotas/ e sorrisos perolados

mais sóis em longos abraços.../ para nunca mais voltar!

e se de vontades ainda alteio a face ao céu/ nada escuto

as palavras me tomam tal cascata// segredando-me a noite

e os versos deslizam como óleo de amêndoas/ louco anseio

adornados de sagradas letras/ esses lábios

em poemas santos,// que estrelas cintilam 

pois eclodem do meu recôndito/ frases indecifráveis 

-verbos racionais, por vezes insanos-/ mas realidade que nos assalta

e no peito ardendo de ternuras/ cor, vida, alegria

pela vida que me é poesia/ impossível de conter

pela chance de -simplesmente-/ o teimar em continuar 

ainda ter vontade de rabiscar sentires/ em fantásticas galáxias

ondas amorosas na praia/ como um roçar de música

o bater sensível das borboletas/ -garoa que não para-

-apenas vontade, mas tanta força em cada paragem-/ qual sonho é fantasia

em dourados poemas...// recorrente!

sim -é vida sem morte eminente-/ apaixonante ambição

abençoados sejamos/ em frases acariciantes

pela vontade de um poema./ transcendentes.


Karinna*/ Miguel-

sábado, 11 de julho de 2015

Deck para o mar sem fim...SEDUÇÃO

 
 
Deck para o mar sem fim...SEDUÇÃO


Daqui deleita-me o alcance da visão

ESPLENDOR DESSA GLÓRIA
Que chega desenhada da verdade indagadora
ENTRE MARULHOS, GAIVOTAS E VELAS
Em que a natureza é parceira do espírito
RITUAIS DA LIBERDADE
Como brisa ao raiar do dia pelos vales
ITINERÁRIO DE AZUIS E VERDES
Num róseo reflexo de rústicos amantes.
EM ONDAS HÁ TANTOS SONHOS
Silêncio tão cheio de pensamentos
OLHO NO OLHO, BEIJO NO BEIJO
Qual algodão que ao longe paira e flutua
-S E N T I M E N T O S-
E vem cá para se aproximar da vontade
EXPLÍCITA E ÚMIDA EMOÇÃO
Perpetuando-se entre nós dois!


Miguel Eduardo Gonçalves& KARINNA*

AMULETO- UM NORTE, AO SUL*

 
 
AMULETO-

 Como fruta no pé
Adoças meu gosto
Teus encantos perduram
Árvore frondosa...
Numa só flor
Mais rara que o segredo colha
Na lenta gostosura de um sonho!


Miguel Eduardo Gonçalves-


****

AMULETO- UM NORTE, AO SUL*

 Como fruta no pé sabores de máxima cor
Adoças meu gosto em suspiros singelos
Teus encantos perduram no olhar esverdeado
Árvore frondosa... telúrico ninho garboso...
Numa só flor jasmim em tons de azul
Mais rara que o segredo colha cósmica sensação
Na lenta gostosura de um sonho!


Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*
 

****

UM NORTE, AO SUL*

 sabores de máxima cor
 em suspiros singelos
 no olhar esverdeado
telúrico ninho garboso...
jasmim em tons de azul
cósmica sensação
Na lenta gostosura de um sonho!


Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*


****

terça-feira, 23 de junho de 2015

MOTE - TELA DE FRANCISCO SERRA



Pelo instante perdido que nos mata aos poucos
DESPUDORAS-ME NUM ÁTIMO
Hábito das verdades que o ciúme aniquila
DESTRINCHAS-ME ALMA E CORPO
O apetite tolhido do olhar que espreita
PELA TUA BOCA SINTO MEU SONHO
Sutileza caprichosa e tristeza infinita
DESLIZO ENTRE NOSSAS FRONTEIRAS
... 
Lascivo instinto entorpecido
NA MEMÓRIA DO NOSSO GOZO
Sei que sabes quanto e como gostas
JUNTOS SOMOS O MUNDO
Porque é formosura pela qual desmaia o dia
COSMOS SEM SOLIDÃO
A mostrar sua fluidez nos traços em que explodes fugidia! 
TULIPA AVERMELHA A VIDA , PULSAMOS CORAÇÃO!


Miguel- & KARINNA*

domingo, 17 de maio de 2015

FARO...Aromas*

 
FARO...
 
Tímida a palavra
Se me revela
Poesia inteira
Além das evidentes
Imagens evasivas.
 
Edifício da música
O pensamento é sábio
Limítrofe do mistério
No exercício da procura
À resposta sem limites.
 
Pequeno ideal se constrói
Nesse corpo de mulher
Luxúria azul do céu
 
 
***
 
Aromas*

Noite quente

Palavra gasosa
Despenho-me fragor
Estrela erudita
Na íris em flor

Tenho uma pátria
Um ninho pra nós
Jardins escaldantes
Vapores amorosos
Um sonho seduz adiante

São suspiros azuis
Nesse céu da nossa pele
Paixão atada num buquê

Karinna*

Apenas de Mar* // Na calma noite


Apenas de Mar*
é de mar esse meu sonho
caravelas singram no azul
sou plenitude, estática pausa
uma lua num menear de cílios
maré de amor- reflexo d'alva
é de mar esse meu anseio
abraçar-te entre as sedas
noturnos acordes
de um bendito aconchego
sou de mar, sou tuas ondas
tenho-te aqui nos marulhos
nas toadas borbulhantes
tépidos beijos, ao sul
num encontro sem norte
é de mar esse sussurro
que guardas no peito
tal sonho orvalhado
tal carícia embriagada
nas neblinas chorosas
dessa paixão sem palavra
sou de mar turquesa
adornada das ternuras infindas
desse querer-me em ti
nas profundezas de um verso de fitas
apenas querendo-te
e de mar, apenas de mar...sendo-te.
Karinna*

Apenas de Mar*// Na calma noite

é de mar esse meu sonho// ele nos pensa
caravelas singram no azul// maior que o mundo
sou plenitude, estática pausa// que a madrugada esconde
uma lua num menear de cílios// saudade, sede de ti
maré de amor- reflexo d'alva// origem de tudo, Mar

é de mar esse meu anseio// perfume inesquecível
abraçar-te entre as sedas// da fêmea do desejo
noturnos acordes// bailando nos séculos
de um bendito aconchego// da lucidez

sou de mar, sou tuas ondas//  que se enroscam
tenho-te aqui nos marulhos// onde inscrevo teu nome
nas toadas borbulhantes// com efeito de absinto
tépidos beijos, ao sul// que de amor emudeço
num encontro sem norte// às labaredas

é de mar esse sussurro// flutuante
que guardas no peito// como o grito vem à tona
tal sonho orvalhado// sobre a linha do horizonte
tal carícia embriagada// muito além das imagens
nas neblinas chorosas// do suspiro do tempo
dessa paixão sem palavra// que falar não basta

sou de mar turquesa// tocada eternidade
adornada das ternuras infindas/ de olhares vestida
desse querer-me em ti// como rainha
nas profundezas de um verso de fitas// devoro-te
apenas querendo-te// a galope...
e de mar, apenas de mar...sendo-te. // Saí do poema! 

Karinna*// Miguel-



Na calma noite

ele nos pensa
maior que o mundo
que a madrugada esconde
saudade, sede de ti
origem de tudo, Mar

perfume inesquecível
da fêmea do desejo
bailando nos séculos
da lucidez

que se enroscam
onde inscrevo teu nome
com efeito de absinto
que de amor emudeço
às labaredas

flutuante
como o grito vem à tona
sobre a linha do horizonte
muito além das imagens
do suspiro do tempo
que falar não basta

tocada eternidade
de olhares vestida
como rainha
devoro-te
a galope...
Saí do poema! 

Miguel-





sábado, 2 de maio de 2015

SOFISTICAÇÃO- EM SUTILEZAS*

 
 
SOFISTICAÇÃO-

 Em cada gesto
Escolho o passo, vale o fato.
Instante passa, estagnado,
Silêncio pensa no sentido...
Capricho insiste,
E a calma exila-se
No singular do rito,
Intimidade!

 
Miguel-

***

SOFISTICAÇÃO-  EM SUTILEZAS*


 Em cada gesto pousa peito liberto
Escolho o passo, vale o fato. Tão perto.
Instante passa, estagnado, faz-se dentro
Silêncio pensa no sentido...amor atrevido...
Capricho insiste, noite aquecida
E a calma exila-se despenhadeiro eminente
No singular do rito, um SIM num grito
Intimidade! Fremente!

 
Miguel-  &  Karinna*
 
***
 
EM SUTILEZAS*


 Pousa peito liberto
 Tão perto.
 Faz-se dentro
 Amor atrevido...
 Noite aquecida
 Despenhadeiro eminente
 Um SIM num grito
Fremente!

Karinna*

terça-feira, 28 de abril de 2015

Entrançados*-

 
 
Entrançados*-
 
 
trança / faz ondear
tua vontade na minha / diferente e aventureira
enreda / num desejo raro e denso...
teus dedos / mistério dos desejos
nos fios dourados / que envolvem a lucidez...
desenha / pelo prazer que empolga
meu beijo / sina desse corpo
na volúpia do teu traço / despido
dedilha / todos os limites
as cordas desse sonho / em idílio
na palavra partida / a íntima reação
melodia a melodia / do desejo que mais dura
corpo e coração / e saliva
olhares de céu / por que tanto me demoro
-ser-te é apenas mais um modo de ter-te- ...como se fosses dança!
 
 
Karinna* / Miguel-