Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sábado, 10 de novembro de 2018

solar* / imagem






solar*

visto-me com a ultima nesga de Sol
restolho do que sou diluída nas linhas do horizonte
flores ladeiam as cicatrizes do corpo...
as persianas dos olhos contam da sede
do sonho, das tantas mulheres que me tomam
prostro-me ante a realeza do Sol
murmuro sons das águas
essas que margeiam meu eterno sono
um enclave de luzes poentes
colore minha face
e na incrustação da palavra
mora a claridade do que não se pode saber...
Karinna*





        solar* / imagem



        visto-me com a última nesga de Sol / que se oferece pela manhã
        restolho do que sou diluída nas linhas do horizonte / só penumbra
        flores ladeiam as cicatrizes do corpo / querendo renascer
        as persianas dos olhos contam da sede / na linguagem dos sentidos
        do sonho, das tantas mulheres que me tomam / julgando o que sinto
        prostro-me ante a realeza do Sol / na paisagem do coração
        murmuro sons das águas / qual intérprete das satisfações
        essas que margeiam meu eterno sono / nas reticências da vida
        um enclave de luzes poentes / de uma tarde gris
        colore minha face / por vaidade
        e na incrustação da palavra / que desperta a aurora
        mora a claridade do que não se pode saber... / inquietude que avassala!

        Karinna* / Miguel-




        imagem-

        que se oferece pela manhã
        só penumbra

        querendo renascer
        na linguagem dos sentidos
        julgando o que sinto
        na paisagem do coração
        qual intérprete das satisfações
        nas reticências da vida
        de uma tarde gris
        por vaidade
        que desperta a aurora
        inquietude que avassala!

        segunda-feira, 4 de junho de 2018

        Seda Azul*// Anseio





        Seda Azul*// Anseio

        No brilho opalino da alva// Um feitiço:
        Cerro-me no peito de mais uma noite// De mansinho
        Debruço-me no terraço do mundo// Imprevisível 

        Corta-me um rastro estelar de memória// Energia
        À beira de um céu de nuvens de chumbo.//

        Percorro os corredores noturnos// Na atração
        Da saudade que me move// Fica presente
        Encontro estrelas tecidas em silêncio// Dos sonhos
        Uma lua viajante assoma ao olhar// Meu norte
        No azul ametista sem medo.

        Então sinto a cor dos afetos// Em mãos da noite
        Traço-te assim como um fio de prata//Sono de vidro
        Cordão e medalha// Intensamente
        Aninhado no macio do colo// Sentido na alma...
        Uma jóia é esse amor sem mácula.

        Liberto cometas no nosso espaço// Na esperança
        Nino-te no meu peito// E te acho desperto...
        Noturna lembrança é a poesia// Vai solta a Lua
        Como verso menino // Poema cigano
        Em forma de palavra carícia...

        Karinna / Miguel

        sábado, 26 de março de 2016

        Sonolência* / A Solidão Me Pensa-

         
         
         
         
        Sonolência* / A Solidão Me Pensa-
         
         
        Madrugada desperta / e flui pelo gume do ímpeto,
        lânguida, insinua-se no meu corpo / enquanto o coração é repouso
        envolta em brumas noturnas e molhados serenos, / e a nos molhar de paixão,
        lambe-me o peito, brinca com minhas pálpebras e segura-me num aperto / faço afagos
         
         
        consinto...e nesse instante sinto-me em um despertar infindo / de orquestrar mormaços
        no ritmo dos piscares das estrelas / no espelho raro do céu, 
        busco o desatar das sensações que guardo de ti / ...tudo tão incomum
        no meu íntimo / sem rumo, sem fim...
         
         
        na calada madrugada de carícias frias, / encontra-nos a esperança e o sonho
        aspiro o perfume alvo da lua / na tez da palavra não desferida
        afofo a imensidão do travesseiro e, entre o abraço acetinado do lençol...percebo-me nua / rendição...
         
         
        o despir das palavras tornou-me assim / uma só voz
        despida e desperta / ao luar que dá febre,
        prateada e dourada / enseada de desejos,
        solitária... e sempre tua / inteiramente...
         
         
        nas paredes do quarto todas as matizes das sombras dos passos / fazem da noite meu bem,
        a cumplicidade dos carinhos / adoça meus lábios,
        desenham amorosos corpos / em tempo de colheita
        a fragrância exalada dos toques, são quadros róseos ...de desejos nacarados / em poros dilatados...
         
         
        há no ar sereno da madrugada / a repetida rima
        que num balé de brisa me acalenta, / para além da hora do crepúsculo
        um convite para afundar-me em teus pensamentos / matar a fome
        no levantar-me entre miragens / na linguagem do teu corpo...
         

         diviso nossas silhuetas amantes / no mar do teu olhar;
        tatuadas no espelho / o frutificar de nossas vinhas.
        são nuances mágicas de encontros de corpos ardentes...sem medos / estás entre meus dedos agora...
         
         
        é assim que tua memória sempre me toma / como o toque das horas,
        no veludo que acariciamos em beijos sem nomes / tenho tudo e também nada,
        lábios em fúria, sem donos / só emoções...
         
         
        quedo-me novamente no leito dos sonhos despertos / enquanto escrevo em gorjeios
        no amassado lençol marcado ainda pelo abandono / e cheio de saudades,
        teu cheiro envolve-me/
         sempre quando me deito...
        te perco na realidade e acho-te no sonho / na palavra transpirada pelas sobras do tempo...
         
         
        abraço-me com a tua ausência / como ao mistério que há na chuva...
        em mim quer dormir a esperança / persistente
        não há nenhum movimento meu que / a volúpia acalme
        não seja recíproco ao teu pensamento / acariciante como castata,
        enquanto os acordes noturnos despedem-se em sua dança / gemendo ais
        meus olhos úmidos entregam-se ao precipício do sono e me perco / momento fugaz,
        desejosa, nua e quente / porque te adoro
        no frêmito das tão sonhadas lembranças. / ATRAÇÃO FATAL!
         
         
        Karinna* / Miguel-
         

        domingo, 7 de fevereiro de 2016

        ARDOR- SUSPIRADO*

         
         
        ARDOR-
         
        Há inquietação dos perfumes
        Nos ares da madrugada
        Onde piscam vaga-lumes
        Que tal olhares da amada
         
        É afetação dos costumes
        Por que a fada é contemplada
        Pois se atormentam ciúmes
        Por querê-la apaixonada
         
        E com todas as centelhas
        Desejando até tostar
        Ser o mel de mil abelhas
        Adoçando até melar
         
        Miguel Eduardo Gonçalves-
         
        *****
         
        ARDOR- SUSPIRADO*
         
        Há inquietação dos perfumes
        num punhado de orvalho
        Nos ares da madrugada
        princípio de coração
        Onde piscam vaga-lumes
        brasa de sangue
        Que tal olhares da amada
        ardores em compulsão
         
        É afetação dos costumes
        suores das rosas
        Por que a fada é contemplada
        em peito constelado
        Pois se atormentam ciúmes
        vulcão entre palatos
        Por querê-la apaixonada
        num ritual de amor espelhado
         
        E com todas as centelhas
        perdido o prumo
        Desejando até tostar
        trovando vontades extremas
        Ser o mel de mil abelhas
        mapeando na pele
        Adoçando até melar
        o curso das estrelas...
         
        Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*
         
        *****
         
        SUSPIRADO*
         
        num punhado de orvalho
        princípio de coração
        brasa de sangue
        ardores em compulsão
         
        suores das rosas
        em peito constelado
        vulcão entre palatos
        num ritual de amor espelhado
         
        perdido o prumo
        trovando vontades extremas
        mapeando na pele
        o curso das estrelas...
         
        Karinna*

        quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

        Vontade de um poema* Inquietante



        Vontade de um Poema*/ Inquietante 


        e se de vontades impulsiono-me/ sou pensamentos

        haverá sempre um sorriso na curva da lua/ como nuvens

        uma estrela piscando no olhar de quem me espreita// toldando o sol

        no beijo de quem me ama.../ verão que teima em continuar

        e se de desejos a vida se faz/ como primavera

        sempre haverá mais horas/ pulsando devagarinho

        mais minutos perfumados/ com os olhos cheios de flores

        mais , de pêssegos, compotas/ e sorrisos perolados

        mais sóis em longos abraços.../ para nunca mais voltar!

        e se de vontades ainda alteio a face ao céu/ nada escuto

        as palavras me tomam tal cascata// segredando-me a noite

        e os versos deslizam como óleo de amêndoas/ louco anseio

        adornados de sagradas letras/ esses lábios

        em poemas santos,// que estrelas cintilam 

        pois eclodem do meu recôndito/ frases indecifráveis 

        -verbos racionais, por vezes insanos-/ mas realidade que nos assalta

        e no peito ardendo de ternuras/ cor, vida, alegria

        pela vida que me é poesia/ impossível de conter

        pela chance de -simplesmente-/ o teimar em continuar 

        ainda ter vontade de rabiscar sentires/ em fantásticas galáxias

        ondas amorosas na praia/ como um roçar de música

        o bater sensível das borboletas/ -garoa que não para-

        -apenas vontade, mas tanta força em cada paragem-/ qual sonho é fantasia

        em dourados poemas...// recorrente!

        sim -é vida sem morte eminente-/ apaixonante ambição

        abençoados sejamos/ em frases acariciantes

        pela vontade de um poema./ transcendentes.


        Karinna*/ Miguel-

        sábado, 11 de julho de 2015

        Deck para o mar sem fim...SEDUÇÃO

         
         
        Deck para o mar sem fim...SEDUÇÃO


        Daqui deleita-me o alcance da visão

        ESPLENDOR DESSA GLÓRIA
        Que chega desenhada da verdade indagadora
        ENTRE MARULHOS, GAIVOTAS E VELAS
        Em que a natureza é parceira do espírito
        RITUAIS DA LIBERDADE
        Como brisa ao raiar do dia pelos vales
        ITINERÁRIO DE AZUIS E VERDES
        Num róseo reflexo de rústicos amantes.
        EM ONDAS HÁ TANTOS SONHOS
        Silêncio tão cheio de pensamentos
        OLHO NO OLHO, BEIJO NO BEIJO
        Qual algodão que ao longe paira e flutua
        -S E N T I M E N T O S-
        E vem cá para se aproximar da vontade
        EXPLÍCITA E ÚMIDA EMOÇÃO
        Perpetuando-se entre nós dois!


        Miguel Eduardo Gonçalves& KARINNA*

        AMULETO- UM NORTE, AO SUL*

         
         
        AMULETO-

         Como fruta no pé
        Adoças meu gosto
        Teus encantos perduram
        Árvore frondosa...
        Numa só flor
        Mais rara que o segredo colha
        Na lenta gostosura de um sonho!


        Miguel Eduardo Gonçalves-


        ****

        AMULETO- UM NORTE, AO SUL*

         Como fruta no pé sabores de máxima cor
        Adoças meu gosto em suspiros singelos
        Teus encantos perduram no olhar esverdeado
        Árvore frondosa... telúrico ninho garboso...
        Numa só flor jasmim em tons de azul
        Mais rara que o segredo colha cósmica sensação
        Na lenta gostosura de um sonho!


        Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*
         

        ****

        UM NORTE, AO SUL*

         sabores de máxima cor
         em suspiros singelos
         no olhar esverdeado
        telúrico ninho garboso...
        jasmim em tons de azul
        cósmica sensação
        Na lenta gostosura de um sonho!


        Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*


        ****

        terça-feira, 23 de junho de 2015

        MOTE - TELA DE FRANCISCO SERRA



        Pelo instante perdido que nos mata aos poucos
        DESPUDORAS-ME NUM ÁTIMO
        Hábito das verdades que o ciúme aniquila
        DESTRINCHAS-ME ALMA E CORPO
        O apetite tolhido do olhar que espreita
        PELA TUA BOCA SINTO MEU SONHO
        Sutileza caprichosa e tristeza infinita
        DESLIZO ENTRE NOSSAS FRONTEIRAS
        ... 
        Lascivo instinto entorpecido
        NA MEMÓRIA DO NOSSO GOZO
        Sei que sabes quanto e como gostas
        JUNTOS SOMOS O MUNDO
        Porque é formosura pela qual desmaia o dia
        COSMOS SEM SOLIDÃO
        A mostrar sua fluidez nos traços em que explodes fugidia! 
        TULIPA AVERMELHA A VIDA , PULSAMOS CORAÇÃO!


        Miguel- & KARINNA*

        domingo, 17 de maio de 2015

        FARO...Aromas*

         
        FARO...
         
        Tímida a palavra
        Se me revela
        Poesia inteira
        Além das evidentes
        Imagens evasivas.
         
        Edifício da música
        O pensamento é sábio
        Limítrofe do mistério
        No exercício da procura
        À resposta sem limites.
         
        Pequeno ideal se constrói
        Nesse corpo de mulher
        Luxúria azul do céu
         
         
        ***
         
        Aromas*

        Noite quente

        Palavra gasosa
        Despenho-me fragor
        Estrela erudita
        Na íris em flor

        Tenho uma pátria
        Um ninho pra nós
        Jardins escaldantes
        Vapores amorosos
        Um sonho seduz adiante

        São suspiros azuis
        Nesse céu da nossa pele
        Paixão atada num buquê

        Karinna*

        Apenas de Mar* // Na calma noite


        Apenas de Mar*
        é de mar esse meu sonho
        caravelas singram no azul
        sou plenitude, estática pausa
        uma lua num menear de cílios
        maré de amor- reflexo d'alva
        é de mar esse meu anseio
        abraçar-te entre as sedas
        noturnos acordes
        de um bendito aconchego
        sou de mar, sou tuas ondas
        tenho-te aqui nos marulhos
        nas toadas borbulhantes
        tépidos beijos, ao sul
        num encontro sem norte
        é de mar esse sussurro
        que guardas no peito
        tal sonho orvalhado
        tal carícia embriagada
        nas neblinas chorosas
        dessa paixão sem palavra
        sou de mar turquesa
        adornada das ternuras infindas
        desse querer-me em ti
        nas profundezas de um verso de fitas
        apenas querendo-te
        e de mar, apenas de mar...sendo-te.
        Karinna*

        Apenas de Mar*// Na calma noite

        é de mar esse meu sonho// ele nos pensa
        caravelas singram no azul// maior que o mundo
        sou plenitude, estática pausa// que a madrugada esconde
        uma lua num menear de cílios// saudade, sede de ti
        maré de amor- reflexo d'alva// origem de tudo, Mar

        é de mar esse meu anseio// perfume inesquecível
        abraçar-te entre as sedas// da fêmea do desejo
        noturnos acordes// bailando nos séculos
        de um bendito aconchego// da lucidez

        sou de mar, sou tuas ondas//  que se enroscam
        tenho-te aqui nos marulhos// onde inscrevo teu nome
        nas toadas borbulhantes// com efeito de absinto
        tépidos beijos, ao sul// que de amor emudeço
        num encontro sem norte// às labaredas

        é de mar esse sussurro// flutuante
        que guardas no peito// como o grito vem à tona
        tal sonho orvalhado// sobre a linha do horizonte
        tal carícia embriagada// muito além das imagens
        nas neblinas chorosas// do suspiro do tempo
        dessa paixão sem palavra// que falar não basta

        sou de mar turquesa// tocada eternidade
        adornada das ternuras infindas/ de olhares vestida
        desse querer-me em ti// como rainha
        nas profundezas de um verso de fitas// devoro-te
        apenas querendo-te// a galope...
        e de mar, apenas de mar...sendo-te. // Saí do poema! 

        Karinna*// Miguel-



        Na calma noite

        ele nos pensa
        maior que o mundo
        que a madrugada esconde
        saudade, sede de ti
        origem de tudo, Mar

        perfume inesquecível
        da fêmea do desejo
        bailando nos séculos
        da lucidez

        que se enroscam
        onde inscrevo teu nome
        com efeito de absinto
        que de amor emudeço
        às labaredas

        flutuante
        como o grito vem à tona
        sobre a linha do horizonte
        muito além das imagens
        do suspiro do tempo
        que falar não basta

        tocada eternidade
        de olhares vestida
        como rainha
        devoro-te
        a galope...
        Saí do poema! 

        Miguel-