Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

domingo, 31 de janeiro de 2010

Hades* Raio Branco-


Hades* Raio Branco-
Se preciso de vestígios
Irei até Hades, trecho de um concerto
Enlaço num resgate hino sensorial
O infinito, acordes
Que me fizeste sentir no céu
Entre trocas luxos
Dou minhas palavras memória
Pelo brilho do teu nome o Épiro
Maior que as estrelas todas as Arábias
Refletidas nos meus olhos, o Peloponeso.
Se preciso em tentação
Irei até Hades, duna ornada
Por todos os tons que és mais elegante
Recolocar-te-ei energia pura, erupções de Etnas
Nas brisas frescas tarantelas
Da minha tão tua manhã em diamantada aurora



Não ouso manhã sem teu sol
Alimento de amor sem fim...



Karinna* & Miguel-

*~*~*



Raio Branco

de vestígios
trecho de um concerto
hino senhorial
acordes
no céu
luxos
memória
o Épiro
todas as Arábias
o Peloponeso
em tentação
duna ornada
mais elegante
erupções de Etnas
tarantelas
em diamantada aurora

-alimento de um prazer sem fim-
Miguel-

CINTILANTE




Cintilante
Como um rio de ouro
Teu olhar
Quimera intensa
Sol dos céus
Desfila místico
Em fúlgida dormência
Aonde os vagos da esperança
Além da eternidade deste mundo
Vão em adornos mais profundos
E tão harmônicos contornos
Que explodem paixão furiosa
À medida que laivos do pudor
Recrudescem ao prazer
Quando é já tudo o vício que nos salva
Porque sou todo amanhecer
Miguel-


Karinna* em Réplica

*Porque no garimpo
Das terras do teu olho
Jazem cintilantes
As pepitas
Efêmeras das minhas fantasias
Soberbas desfrutáveis
Polpudas galhardias.
E no Sol manjar
Da minha pele eufórica
As noites amanhecem
Doiradas
Doidivanas
Enquanto sou apenas
Eternidade de ti, soberana.

Karinna*

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Avesso Alimento e Posse

Avesso Alimento e Posse

Entardece para a vida o desfiar...
As contas nos dedos, seja logo, talvez doce
Um olhar desbotado que radia prece
Repetitivo luxo inflado que protege...
Pousado se o preferes assim
Na redoma do tempo de espavento louvor
À espera fiel ao ideal ser
De uma chuva que amenize o te ver...
Uma Lua inclemente desafio
Uma reza em lascívia divina flor- sereno
Trancada rosa na ladainha prateada
Do lado de fora os efeitos... uma morada
Do teu olhar. Em cada intento!

Karinna* & Miguel

A Última Ilusão Primeira



A Última Ilusão - Primeira*

Entre bravuras - Beges ais da respiração
Triângulo ornado - Nas pegadas da areia curva
Num rito infernal - Especiarias sucumbem
Tarado de segredos - Óleo escorre aceso.

Frutos efêmeros - Inauguradas grutas
Fundem-se ao nada - Estalam maçãs em cheiros
Reminiscências - Travessias calouras
Na cor do tempo - Vermelho desemboca_ suculento.

Este, que é pétala - Veludo novo
Em queda ao fim - Antes organza em dilúvio
Como o outono - Partido em filigranas,
Numa folha dourada - Nervuradas, deitado em ouro.

Miguel - Karinna*

Primeira*

Beges ais da respiração
Nas pegadas da areia curva
Especiarias sucumbem
Óleo escorre aceso.

Inauguradas grutas
Estalam maçãs em cheiros
Travessias calouras
Vermelho desemboca- suculento.

Veludo novo
Antes organza em dilúvio
Partido em filigranas,
Nervuradas, deitado em ouro.

Ka*

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Armadilhas*



Armadilhas*

Inflamado, um verso borboleteia*
Aderente à pele
Traça em desvario a carícia*
Que não se basta
De rosada pena...*

O verbo profere-se*
Inscrição animada
Inflado dos tantos desejos*
Nos lábios entorpecidos
Em alvos braços... musicado*
De uma extremidade a outra
Em solfejos...*

Promessa, capricho
Ardiloso, talvez,*
Ternura
O poema percorre*
Corpos endomingados
Do coração a tez...*

Líquidos
Rastros inconfessáveis*
Dançam nus
Molham a emoção*
De vermelho vestida
Distendida ebulição.*

Música e gemido
Borboleta insinua-se*
Colegial querendo chamar a atenção
Versada em rubros azuis*
A dupla provocação.

Inspiração colhida*
Convidativa
Latência contida*
Inscreve-se
Nas adocicadas entrelinhas...*

Instinto certo
Arapucas ardentes*
Mágica
Sutileza da coreografia*
Deslumbram
Palavras frementes...*

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

UM POEMA NÃO TEM FIM NÃO



















Figuras de nuvens desenhadas outeiro
Revelam fosforescências em brisas
Na maneira de sentir beleza nas pupilas
Onde a atmosfera é rarefeita! Eclipse!

A vontade tem lugar nos sinos
Como o cair da folha seca na dobra
Da névoa que desce –que tolda-
E paira sobrenatural relevo, concepção

Volúpia em vista magnífica da varanda
Mais delicada como jamais se viu a fímbria
Na afeição que dá sentido às cores de nós
E que faz o amor insaciável poesia em Sol.
Miguel- & Karinna*

Outeiro
Em brisas
Nas pupilas
Eclipse!

Nos sinos
Na dobra
-que tolda-
Relevo, concepção.

Da varanda
A fímbria
De nós
Poesia em Sol.

Karinna*

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Rendas*


Rendas*



Rendada revigora
Rendida, regozija risonha
Rimada, rebusca rimas...
Renda rompe ritos
Revela reentrâncias
Retine raios radiantes...


Requintes revelando
Rara roupa rege
Regrando regra rasgada
Realmente realça
Rende...

Reluz
Reacende
Romântico
Ritual
Revelador...

Karinna*  &  Miguel-

Estranho Mundo Espectro


















Estranho mundo / Espectro

Porque no inferno de nós / seres alumbram
Raios de luz que se enlaçam / espectrais íntimos
Nas idéias tomam forma / gravitam imos...
Primores férteis que buscam / galanteios da brumas
O que na mente se torna / o sensório apruma
Consciência do invisível / diáfano ao tocar
Delírio imenso, um nó / a vértice do tino... em nós
Miguel / Ka*

Espectro*

seres alumbram
espectrais íntimos
grafitam imos...
galanteios das brumas
o sensório apruma
diáfano ao tocar
a vértice do tino... em nós
Ka*

Espectro / Estranho mundo

Seres alumbram / porque no inferno de nós
Espectrais íntimos / raios de luz se enlaçam
Gravitam imos.../ nas idéias tomam forma
Galanteios das brumas / primores férteis que buscam
O sensório apruma / o que na mente se torna
Diáfano ao tocar / consciência do invisível
A vértice do tino... em nós / delírio imenso, um nó!

Ka* & Miguel-

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sopros*



SOPROS



Sopro...sopro...sopro...sopro...

Sedução sensitiva
Soçobra sedutor
Sublinhando singelezas
Sublimando sóis
Sonoridade serena...
Situa-se silencioso
Seduz sabiamente
Saciando sedes...
Soprando sensações
Segreda soluços
Soma suores
Serpenteia seduções...
Sagrado sopro
Soprado ...
Sopra sopro
Sagrado...


Sopro...sopro...sopro
Sondares suaves
Surtem sorrisos
Suores sagrados
Sentires serenos


Sabor a saliva
Sabe, sacode
Sacramenta


Sutilmente sustenta
Satisfaz


Sopro Sopra
Subjuga.


**Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves**

sábado, 23 de janeiro de 2010

Vejo Céu de Mar
























Vejo – Céu de Mar

Olhos sóis - Clarabóia
Desejo-os – Num céu
Inteiros – De labirintos
Coroados – A pujança
De mim – Atos e instintos
Destino da emoção - Fervilha
Escarlate – A barca no olhar
Que se ri e freme – Maresia azul
Da tarde – Estrela de luz

Miguel - Karinna*

Voraz I e II*-



Voraz I


Voraz
O abrir-se incontido
A causa guia
Verso rubro sevicia.
Assim o pensamento
Descerra céus de brilhos
Como a inteira vida
Do ser, querer ser sem artifícios.


Voraz
Recôndita sagrada unção
a lírica
Carícia do verbo sem contenção
detecta-se precisa
Refém de si, devoção
em rica poesia
Solilóquio do coração.


Karinna* & Miguel-


*~*~*

VorazII


Voraz
Miragem que sacia
Verbo que nunca conjuguei
Presente todos os dias
Espectro colorido de poema
Reino de pó
Letra verde que nunca alinhei
Em face aflita


Voraz
De fato a vida
Que espera os desenhos das máscaras
Em versos, suspirados das trôpegas conquistas
Em taça esguia
Pois é forma que respira
Dentro de mim, a busca da palavra viva
Enquanto fábula


Miguel-  &  Karinna*