Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

domingo, 28 de fevereiro de 2010

















Em Glória

Mesmo que um beijo, oráculo à natureza
Veio pousar nas colinas dóceis em constância
Qual mão hesitante, reclina-se oferenda suave néctar
Em cada seio um cravo, vislumbre de infinitos- ceda ao ídolo
Elegante auréola, talvez véu, suspiro exale
Cor de rosa das ternuras- a glória- o fruto exato.

Miguel- & Karinna*

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Furor* Aos Pinotes-


Furor* / Aos pinotes

Dos meus dedos nasce a fúria / Avança
Fogo. / Entorpecido
Orvalhada por dentro / Cheiro úmido
Incandescência na derme- teu rogo. / Esvazia o cérebro
Anseio / Insaciável
O dueto das minhas melodias / A forma das paixões
Únicas. / Em músculos
Volúveis as notas / Pequenas vidas
Abrasadas / Librés de sonhos
Incendeiam /Marcas na carne
Meu ser primeiro. / Simplesmente

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves-


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Inter-flor - Baunilha*
















INTER-FLOR


As muitas curvas desejosas
Assento que meus olhos veem
Cachos de frutas saborosas
Essências etéreas também


Gênio das mulheres dengosas
Dessas cujos perfumes creem
Se vestem peles vaporosas
São elixires do meu bem


Em seu corpo desponta o sonho
Que olhar algum jamais traduz
É ali que vive o que transponho
E que bem sei aonde luz


No paladar de tanta espera
Reside a fome de uma fera

Miguel-



Baunilha*


Em teu corpo luas de mil esferas
Em teus braços lonjuras tão vivas que ardem
Em ti me aporto teso do rico tempo
Lábios de estrelas no firmamento

Nada de ti me é indiferente
Feituras da mesma lira crescente
Como gêmeos paladares

Levita-se o instante sem passado
Em cada ato de entrega
Pagãos sentidos, sentimentos sagrados

E na loucura que queimamos
No espasmo mudo dos meus beijos na tua nuca
A alegria da dor fendida na carne, depura-me

E em cada gemido soletrado
A cada riso na lágrima incontida
-se chora de alegria-
Bendigo-te e colho-te em mim suavidade

-sumo de vida, perfume de baunilha-

Karinna*

Poesia Laranja I e II


POESIA LARANJA I

Que não se deve estancar
Tal ferida que impressiona
Quando o pensamento a encontra
Fluida, corrente imponderável- sangra dourada
A pavonear suas galas

Plantada na veia e tida
Lustrosa- sons de carisma
Como tensões que soluçam
Alargando veredas- incontidas
Por onde a inspiração quer

É desejo que se encontra
Perdido em transe despudorado
Entre a vibração dos versos
Tangendo vidas- desavergonhado
No alicerce do querer

Onde se mais enamoram
Entre fitas, prateados laços
Os costumes, emoções
Idiossincrasias siderais
E as caprichosas estrelas
Amanhecidas de nós, em leitos fatais
NA ORDEM DO DIA

Miguel Eduardo Gonçalves & Karinna*

** * **



POESIA LARANJA II

Suculentos são os gomos
Caminhos espirais
As palavras em raízes e cor
Giram em ritos
Fatias atemporais
Espuma de estrelas
Sinto na língua
Pedaços de lua
O ópio desses íntimos laranjais.
A minha pena tinge-se
A passos largos
Perfumada das texturas
Outras distâncias
Dos versos eclodindo
Acontecem
Tremendo mitos indistintos.
É saboroso o roçar
Ao meu redor
Entrenó loquaz
Engulham
Mente e imo
Saudade e sais
Renovo das hastes
Brumas raras
Carregadas, colorindo laranjais.
Corto versos em gomos
Sementes em flores
Extraído sumos
Na veia germinam
As poesias vertendo sem tino
Letras no cio
Apenas lira
Louco amarelo
Como a laranja
Com olhos e dedos
Que tem gomos de tempos
Fazem mais coisas
Espetaculares...
NA ORDEM DO DIA-

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PINTURA UNIVERSO























PINTURA-

Um quadro
Formidável
Inspiração

Sopro da luxúria
Ausência absoluta
Pelas coordenadas
Te sei os lábios
Neblina matutina

Adiante
Majestade em flor
Que a tarde infesta

Modelo
Que se impõe naturalmente
Força clássica
Que se iguala ao pensamento

ASSINO-TE-

Miguel-

UNIVERSO*

Um país
Te fiz giesta
descoberta a falua
-um Tejo no olhar viril-

No degelo
Do meu sol de inverno
Fiz-me tua ilha
Pura poção no cinzel
Esquadrinha-me.

Pétala-segredo
Um traço real
Instigante relevo

Purpurina prata
Na tez seduz
Um jazz, um blues
-um verso me tem-

ASSINO-TE

Karinna*

sábado, 20 de fevereiro de 2010

*___________istmo*


*___________istmo*

Um istmo une paragens
-Reminiscências
Olhares e palavras
-São espasmos
Esparrames incontidos...
-Precoces
Fissuras, escapes
-Ultrapassam
Uma fração de tempo, enquanto hesito...
-Sinto-me sombra
Densidade do sujeito oculto, verbo
-Sutil, sempre
O não abandono do objeto... direto?
-Passividade
As palavras sempre ficam ao meio
-Aceleradas
Umas escondem-se das outras
-Consolam-se
Levitando ante os olhares, na dualidade
-Sentidas ausentes
Na ânsia de serem lidas
-Somente
Ou postas de lado, esquecidas.
-Se regressam
Talham vestes transparentes
-Esforçam-se
Para preencherem distâncias
-Carrosséis apetecidos
Fugazes, próximas, aparentes.
-Senta-se em consolo
Talvez uma cisma
-Apresse
Um sobressalto
-À lembrança atravesse
Glória, abundância, nobreza
-Fosse esquecimento a
Derrota, purificação, pobreza...
-Extrema-unção
Não sei... entre a palavra e o olhar
-Alastro-me, pois existo assim
Cabe o infinito, a força... a minha fraqueza.

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves-

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

EVIDÊNCIAS CATIVAS























EVIDÊNCIAS CATIVAS*

Feminina a noite na dor
Em tempestade de cores no prazer
De único espetáculo da forma
Cais de sonhos calando-me
Desejado teu nome soa brando
Brinquedo de aventuras tua boca
Opção se faz minha
Contida num olhar aderência
Ilusão da eternidade incólume
Perpetua-se a soberana rima.

Miguel- & Karinna*

Cativas*

Na dor
No prazer
Da forma
Calando-me
Teu nome soa brando
Tua boca
Se faz minha
Aderência
Incólume
A soberana rima.

Karinna*

Prefácio*

Prefácio*

Estalam espertas
Prenunciando o beijo abertas
As cordas da boca louras, cumprido
Antegozo subverte quando roça...
Prefaciando o cortejo. Não míngua!

Alegorias das carícias divisam-se
Desfile sensorial desesperadas
Cimo da língua e crescentes...
Passeio convergente. Visceral!

Lápis sedutor meu dedo
Desenha formosuras nas quenturas
Traceja a dolência bélico ensaio...
Desmaio a frente. Laureante!

Promissora conjunção, meu vício
Lábio no lábio, garfo e faca
Mergulho e magnitude união...
Expectante ressurreição. Mimosa parte!

Karinna* & Miguel-

AO ORVALHO - SÚBITO...





AO ORVALHO

No fundo – no fundo
Uma celeste flor distante
Fundo melancólico tão fundo
Longe, perdido entre as estrelas
Ansiava por vermelha aurora
Onde ela, tão querida fosse
Engalanasse a relva toda
Sem ais perdidos
Nem sons brancos de lua
E viva essência talvez
Da voz que busca
Na ausência sabedora
A sonoridade gigante
Esboçada em eterna faina

Miguel Eduardo

e Karinna* responde

SÚBITO

Dói-me esse cinza
Um verão sem cor
Um céu quis ser fecundo
Nudez vestiu-me sonho mudo

Dói-me esse grão ferido
A rama num sono aceso
Fincando saudade em adereço

Dói-me e já nem sei
Se a flor era estrela
Ou se o Sol era tua tez...

Dói-me.

Karinna*

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Verossímil* Véu-


Verossímil* Véu

Como verbo primeiro move-se
Fruto de tudo atiça
Uma elipse ergue-se
Vórtice e dono compasso
Luxo e evasão em vez da lira

-rosa e pouso
face em rubro-

Arranca-me das estrelas por mais alvas
Toma-me nas colinas que sejam
Onde desço sede e fome
E dócil, a guardiã em ligeireza
Reclina-se ante o altar

-aninha-te na fortaleza aberta
onde minam talentos-

Palácio de cetim capaz de governar
A gruta, a pretensão
Tremem as paredes, tempo e trabalho
Implosão do universo em pedestal
Exército silencioso enfim
Verossímil a candeia começa
O norte esperançoso, a empresa

-a verdade que procuras no túnel de fogo
nada escassa-

Karinna* & Miguel-

Ecos*























Ecos*

Antes que o poema vá para a página do além,
no ametista brilhante do que fica
ensaio-me nesta fenda,
intermitente, holística...
-morte de palha em silêncio exímio-

A noite voa magnífica
dinastia dos cravos-requinte
como se põe a luz do sol
emprestando radiosa, a voz.
A rosa, feita de ser e de não ser
escarlate o açoite da consciência
- Sangra –

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!
Miguel & Karinna*

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Extrema Unção*


Extrema Unção*

dos teus líquidos
tateio os caminhos
perco-me num talvez
morrer de amor
num afogar-me vagaroso
como quem se recorda
do que mais ama
no derradeiro suspiro...

Karinna*

Extrema Unção* Exemplar-

Dos teus líquidos, viço
Tateio os caminhos, êxtase
Perco-me num talvez, viril
Morrer de amor sério e sensual
Num afogar-me vagaroso, santo elixir
Como quem se recorda da paixão
Do que mais ama, furor
No derradeiro suspiro...da excitação!

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves-

** **

Exemplar- Extrema Unção*

Viço dos teus líquidos
Êxtase, tateio os caminhos
Viril, perco-me num talvez
Sério e sensual morrer de amor
Santo elixir num afogar-me vagaroso
Da paixão como quem se recorda
Furor do que mais ama
Da excitação no derradeiro suspiro.

Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*

Exemplar-

Viço
Êxtase
Viril
Sério e sensual
Santo elixir
Da paixão
Furor
Da excitação!

Miguel Eduardo Gonçalves-

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CONFIDÊNCIAS















Confidências

Atraem-se
Beijos, sem tempo
Aos suspiros

Miguel

**
*
Confidências são nossas
Atraem-se as cores
Beijos e sabores...
Sem pudores
Tempo e carícia
Aos sonhos perfumados
Suspiros de delícias...

*

Miguel- & Karinna*

Inconteste*


Inconteste*

Flores a cair dos olhos escuto sinos
Fiquei com estrelas na mente, noite num jardim
As constelações preconizam no longe luminoso
Do amor não há o que ser dito.

Sinto chuvas a ferver emoção do êxito
Encontrei o sol entre meus seios, anil e cristal
As gotas escaldantes pronunciam a expectativa
Da paixão não há o que ser contestado.

Por vezes o silêncio preceptor que profetiza
Debruça-se tal voz de um poema, é como um violino
Os versos proferem e tudo se completa...
O inexplicável. E o desejo satisfaz-se!

Karinna* & Miguel-

domingo, 14 de fevereiro de 2010

LINDA AGONIA LÍQUIDA























LINDA AGONIA LÍQUIDA

Na paixão me ardo
Em poesia veludo templo
Habita no sumo febril da rima

No amor sou tua água
Para-divindade repartida-
E se eterniza na compreensão das línguas...

Miguel Eduardo- & Karinna*

Das Uvas o Mimo

Das Uvas o Mimo

O sumo astuto
Do estar-se liberdade
A boca-uva fértil

A guitarra no cantar
Os caminhos dos dedos consegue
Opalas- ser

A heresia excede-se
Pura troca
Em sustenido...da lisonja

A flor foice
Da língua torneando
Avaros os corpos- vaidades

-nos cestos das uvas o cio da colheita-

Karinna*  &  Miguel-


SEM QUE O PORQUÊ SE DESVENDE-

















Sem que o porquê se desvende-

Com o lápis traço o verso
Básicas são as cores
Preto em branco

Mas, nas rimas
O artifício
Do sol
Esplendoroso

Sei o quanto cria a imagem
E forma, espectro
Que morre e cresce

Alheios dia intenso
E noite plena
Enquanto gesto
Universo

Miguel-

*
Sol e Lua
rendidos
diluídos
em versos.
a rima distende-se
flutua delirante
aragem crente.
e dispa
não dissipa
colore
pontua
a desnuda
essência
sentida.
inquestionável
de cinza
o branco busca
a cor da poesia.
em preto
o colorido travestido
de vida socorre
transparece
a inspiração
...incontida.

Ka*

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Prelúdio*

Prelúdio

*

Em Movimento... a Ausência

Todo branco musical
E o azul não cabem em mim
Nem mesmo a terra úmida convida...
Para a rosa. Enfim!

Só o teu olhar memoriza
Fincado na sereia de seda - o que sou...
No seio redondo em taça sonho
Tuas pestanas douradas sementes
Bebendo a sede de estar - estranho amor.

Só o teu sorriso macio, musica
Uma água em um rio dá notas
Das nuvens alvas frágeis
Nas grutas da pele formam
Tuas mãos de alabastros - serpentes.

No tempo estático insone
Um poema em gozo memória
Ainda não cabe distante
Nas palmas do vento errante.

Só a vigília
A fantasia propícia tece
A hegemonia dos corpos – imagens
Sombreados sem sentido
Na hélice o movimento – queixas
Em nós, de nós
Majestosamente humilde
O mundo há de girar poema

Karinna*  &  Miguel-

MEIO





MEIO

Enfim
Eis o que sou
Persisto

Sou
Quem me vejo
Em ti

A teu fim
Sou matéria
E sentir

Miguel Eduardo-


MEIO

encontrei
entre estrelas
e desafio-me

o fio da lança
nos teus cílios
o espelho sem frisos

madrigal
num roseiral reverbero
verso e espírito.

Karinna*

Síncope*...Deusa irada-

Síncope*...Deusa irada-

Espraio-me no corpo celeste do verso a cada grito
Como se estrelas em mar me beijassem esfolheando-me
Solitárias viagens que nunca foram instantes
Não sendo, esmaecidas nos idílicos dias virginais
-sei-me flor no cume desse monte-...eu só governo!

Varro dos olhos toda a impureza dou-me à prova
Mordo o pêssego da palavra num ai rebulindo
Sem tradução um sentimento por variar
Das faces, a poesia resvala alinhava o feito
-fértil flora, fecundo ventre, lâmina imola-...quer sustento!

É dor e se há sofrimento feminil
O grito escapa das borboletas nos dedos pró pudor
Se faz dia na ponta do lápis cândida donzela
Sou chuva, meteoro, ungüento alma bela
-uma prece em sopro, verbo em juramento-... que devota!

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito
-em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves-


















EM PÉTALAS

Imagem repartida
Pela quilha
De um sonho

Água e fogo
Teclas de brisa
Em lágrimas
Vibram
Cores da vida
Uma estrela em prece

E a paz é represada
No horizonte
Celeste

Miguel Eduardo



*
a fúria doce
no dobrar do tempo
nos dedos a volúpia
*
num mar de céu
a luz do beijo
a calma do tormento
*
A Paz...
*

* EM PÉTALAS
traz toda a gama de frêmitos da carícia viva de ser um ao outro,
verso e poema, haste e flor, céu e estrela.

Karinna*

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tonta* Tento-

Tonta* Tento-

Tão tonta do teu tanto
Também
Tateei tua pele móvel
Tendo-se tão-só
Até sentir teu gosto
Terápico
Até sugar tua trajetória
Tigre
Até reatar o laço do delírio
Tal trejeito...
Até re_fazermos história.
Teu tempo
Refletindo a vibração do toque
Toca-me
Tentei deixar cicatrizes transparentes
Tributo
Linhas de águas mornas em curvas
Temperança
Mas tua mirada e teu movimento
Temporal...
Trouxeram o fogo, a labareda incandescente.
Terrenho
Incendiado, permiti que o sonho seguisse
Testemunho
Na pele...o percurso inconseqüente.
Terminal...

Karinna*  &  Miguel-

**~**
Tento

Também
Tendo-se tão só
Terápico
Tigre
Tal trejeito...
Teu tempo
Toca-me
Tributo
Temperança
Temporal...
Terrenho
Testemunho
Terminal

Miguel-
























ÚLTIMO ESBOÇO

Meta dos atos plenos
Indícios apressam-se
Liberam engrenagens
No instante que se exprime
A intimidade

Sofisticação perdura
Na energia carburante
Nada mais detém o traço
Sei-lhe as coordenadas
Prevalece o compasso

Perpétuo estado
Onde sobeja a arte
Em que me acho
Verso, tela e estrofe
E assino embaixo

Miguel-



ÚLTIMO ESBOÇO*,

derradeiro, decorado no trajeto
nas curvas
pincéis em afetos...
estribilho mapeado
poema circundante
tela em um sempre
re_começo...
de um *ULTIMO ESBOÇO*.

Karinna*

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mil* Vidências-

Mil* Vidências-

Despenho-me no fragor, ocasional e rítmica
Diluo-me nitidez...
E sou. Genial!

Limpo a alma apta
Na festa do teu corpo langue
Pois ser-te eficácia tanta
É somente da retórica...
Outra forma de ter-te. Novo estágio!

Nomear-me tesouro ao sol
Na tua boca migrante vertigem
É pele nas paragens
-tua seiva- (como existe)
Lavrando-me mil batalhas. Rapidamente!

Guerreiro vício
Celebro-te do sofisma
Angústia e frêmito da mágica
Mil torneios suscito...
Mil toadas. Um festival!

Karinna* & Miguel-

LUARES ROSAS
























Luares das Rosas*

Soavam certeiros
Como pétalas contentes os luzeiros
Tuas flores em torrentes
A decorar minha mente nas taças, as marés
E tudo era quase nada
No idioma dos odores a compreensão da noite
Silêncio era luz d’alva.
Que nem sei como dizer-te ao romper do sorriso absoluto
Desse it, inside me
Que meus olhos esquadrinham luares de outubro...

Miguel- & Karinna*

Sideral*

Sideral*

Quando perscruto encastelada
Tua atmosfera de ideais
Sinto-me no redemoinho a partitura.
Dos murmúrios gargalha
Sei-me sideral no pensamento em piruetas
No aguardo de uma Supernova piscante estrela!
Feroz, luzente e airosa.

Quando há teus nevoeiros volvo a mim
Nos meus sonhos a vida não cessa
Traço uma órbita de teus olhares vitrais lilases
Na candeia ardente carrosséis
No ar rarefeito da aventura!
Do desejo presente.

Quando não há tua terra capital
Em proximidade acesa
Recolho-me nas pálpebras em beijo
Cerro o azul em sonho
Faço um ninho nos cílios depressinha
E adormeço lembrança, morna renasço...
Abrigo.

Karinna* & Miguel Eduardo-





















Ilustração

Recita o Coração os seios
O que sonhos lindos esculpem
Resvalam mármore
É própria vibração quente

Roda a inconstância diamante
Sagra-se cristal seda sonhadora
A alma num trapézio cintila e sonha

Facho na flor que destila
Cenário, um quadro, a vida.

Miguel- & Karinna*

Despedaça-me* O enredo-


Despedaça-me* O enredo-

Quero teu olhar me repartindo
Sem castigo
De desejo doido me descobrindo
em prateados versos
Descasca-me as sedas rubras do meu ávido corpo
onde a idéia persiste
Que eu me desvendarei, num fervente sopro
melhor festa
Repartida em incendiados pedaços
o corpo cheio!
Abraso-te inteiro, minha pele de mel no teu tato.
Mulher aos pedaços
Busca-me assim com teus lábios de sorrisos e sol
um drinque à minha cobiça
Florada a rosa em aderência, em gozoso quebra cabeça
as pernas trançadas
Na junção delirante dos contornos, sem retoques
pedem um look...
Descubro-te rendido e volátil aos meus toques.
Realçados destaques
Despedaçados , em terna fúria, nos reinventamos
em novos ânimos
Em céus claros, em estrelas do mar, ao luar
espada de astro
Esculturas seduzidas, íntimos rituais... volúpias reais
e o timbre!
Imperativo, o anseio, escorre, convenções infringindo...
A lança...
Despedaça-me enfim, que eu de Amor te despedaço em mim
Pela Alameda.

Karinna* & Miguel Eduardo-


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
















-um poema não tem fim não-

Figuras de nuvens desenhadas outeiro
Revelam fosforescências em brisas
Na maneira de sentir beleza nas pupilas
Onde a atmosfera é rarefeita! Eclipse!

A vontade tem lugar nos sinos
Como o cair da folha seca na dobra
Da névoa que desce –que tolda-
E paira sobrenatural relevo, concepção

Volúpia em vista magnífica da varanda
Mais delicada como jamais se viu a fímbria
Na afeição que dá sentido às cores de nós
E que faz o amor insaciável poesia em Sol.
Miguel- & Karinna*

Outeiro
Em brisas
Nas pupilas
Eclipse!

Nos sinos
Na dobra
-que tolda-
Relevo, concepção.

Da varanda
A fímbria
De nós
Poesia em Sol.

Karinna*

Paz* Universal-

Paz* Universal-

Assinto a vida
Sofregamente assinto. Anseio
Em giros das lantejoulas
Corpo transfigura-se os cristais
Sorrio… ousadamente

Adivinho-te alentos.
Omoplatas sensíveis, não tarda
Percebem-te, desejando provar
Encaixe paradisíaco em toque arrimo
Costas de veludo nesse peito, a cerimônia...
Coxas em desalinhos, grande intento.

Esgazeada, arrimam-se
Contornada de ti, as partes
Copos de leite belo misto
Em tuas mãos pérola e púrpura
Brincas com as cerejas em fruta...
Firmas a intenção, ardente impulso.

Perdida da minha pele a folia,
Ela prossegue livre doma
Tigrada em tuas digitais um touro...
Reverso- são tuas, de costas
Dançatrizes, todas na esparrela...
As redondices carnudas sob as saias.

Exército- teus dedos eternizam-se
Na nuca florescida guerreiros
Borboleta boca pousa, soberbo mundo.
Tessitura secular em bela forma
Céu claro roça olímpica deidade
Um beijo alarga o estreito céu
Assinto… entre mim
a paz no êxtase de um grito
signo que o ser entesa

Karinna* & Miguel-