Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Síncope*...Deusa irada-

Síncope*...Deusa irada-

Espraio-me no corpo celeste do verso a cada grito
Como se estrelas em mar me beijassem esfolheando-me
Solitárias viagens que nunca foram instantes
Não sendo, esmaecidas nos idílicos dias virginais
-sei-me flor no cume desse monte-...eu só governo!

Varro dos olhos toda a impureza dou-me à prova
Mordo o pêssego da palavra num ai rebulindo
Sem tradução um sentimento por variar
Das faces, a poesia resvala alinhava o feito
-fértil flora, fecundo ventre, lâmina imola-...quer sustento!

É dor e se há sofrimento feminil
O grito escapa das borboletas nos dedos pró pudor
Se faz dia na ponta do lápis cândida donzela
Sou chuva, meteoro, ungüento alma bela
-uma prece em sopro, verbo em juramento-... que devota!

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito
-em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves-

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