Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Homilia*-


Homilia*

se existe uma prece / estado nascente
é em ti que ela se ajoelha / acolhedora
crismando / ambientaÇão profunda
a festa pagã / erótica
sem arremedos / além do desejo
o beijo amendoado / o milagre
do teu falar / e do ato
a inesperada melodia / em corpos trançados
de luz e segredos.
se existe uma prece / ternura infinita
é no teu corpo / expectativa ansiosa
que decanta toda a liturgia / da atmosfera
é no teu peito / o exemplo
que amante seria / da fusão
o cume do desejo / em concha de mimos


Karinna* & Miguel Eduardo-

sexta-feira, 16 de abril de 2010





















SEGUINTE

Vira
Podes não fazê-lo
Mas a intimidade do pensamento
Essa, não conjugarás
Que o estudo de ti será inconcluso
Da metade do livro que faltou
Aos olhos ávidos por decorar
Letra a letra, corpo e alma
Do começo ao fim e ao contrário
O amor, a sensação, o riso
De um soluço aflito
E toda a emoção fecunda
Própria ao dueto de improviso
Às reverências que sempre faço
E desconhecerás o quê do místico
Que há no secreto desse teu ar
E que contemplo de um tal jeito
Escancarado e às escuras
Tão belo mundo indefinido para mim
Assim agora tão faminto
Dos meus sonhos e de ti
Completamente

Miguel Eduardo Gonçalves

*** *** ***

SEGUINTE

Vira pássaro selvagem
Podes não fazê-lo num instante inteiro
Mas a intimidade do pensamento nas madeixas
Essa, não conjugarás em frases sonolentas
Que o estudo de ti será inconcluso cheirando a beijo
Da metade do livro que faltou num tórrido pedido crespo
Aos olhos ávidos por decorar bélicos parágrafos
Letra a letra, corpo e alma pontuando a luz partilhada
Do começo ao fim e ao contrário benção dessa graça
O amor, a sensação, o riso no altar da escrita
De um soluço aflito corpo em ode recém nascida
E toda a emoção fecunda como de vida um choro
Própria ao dueto de improviso na liga que solidifica-nos
Às reverências que sempre faço no bosque que tu acenas asas
E desconhecerás o quê do místico na penugem arrepiada
Que há no secreto desse teu ar divindade ônix
E que contemplo de um tal jeito pulsante e destemido
Escancarado e às escuras o segredo do enlevo
Tão belo mundo indefinido para mim amante
Assim agora tão faminto um olhar passeio
Dos meus sonhos e de ti alçando vôos paraíso
Completamente somos alma e desejo

Miguel Eduardo Gonçalves & Karinna*


*** *** ***

*
Enfim*

Pássaro selvagem
Num instante inteiro
Nas madeixas
Em frases sonolentas
Cheirando a beijo
Num tórrido pedido crespo
Bélicos parágrafos
Pontuando a luz partilhada
Benção dessa graça
No altar da escrita
Corpo em ode recém nascida
Como de vida um choro
Na liga que solidifica-nos
No bosque que tu acenas asas
Na penugem arrepiada
Divindade ônix
Pulsante e destemido
O segredo do enlevo
Amante
Um olhar passeio
Alçando vôos paraíso
Somos alma e desejo

Karinna*

sexta-feira, 2 de abril de 2010

FARO DO INSTINTO EM FLOR



















FARO DO INSTINTO EM FLOR

Nesse outono Despertar encanto
Em que a luz deixa Forma e tributo
Súbitas pegadas A pele num crescendo de arrepio
Ao altar Por que melhor o rumo me encaminhe
Viajantes colinas E se rompa à resistência oferecida
Ilimitado fulgor Quando abaixo em teu semblante
De flor Tributo à beleza, aptidão
Festa pagã Crescendo vontade devagar
Teus sibilantes segredos Vier ao instigante mar salgado.
Cadeias de dunas são Que na mistura das divinas sensações
Promessa viva Brotar numa pedrinha de rubi
Na fimbria A expectativa do furor que se anuncie
Nos ombros espalmada Para alcançar-me rude
A morte Na posição em que a libido se convença
Em plena ressurreição De que o mundo é mundo.

Karinna*(dueto) & Miguel (raiz)

EM FLOR

Despertar encanto
Forma e tributo
A pele num crescendo de arrepio
Por que melhor o rumo me encaminhe
E se rompa à resistência oferecida
Quando abaixo em teu semblante
Tributo à beleza, aptidão
Crescendo vontade devagar
Vier ao instigante mar salgado
Que na mistura das divinas sensações
Brotar numa pedrinha de rubi
A expectativa do furor que se anuncie
Para alcançar-me rude
Na posição em que a libido se convença
De que o mundo é mundo

Miguel-


Faro do Instinto*

Nesse outono
Em que a luz deixa
Súbitas pegadas
Ao altar
Viajantes colinas
Ilimitado fulgor
De flor.
Festa pagã
Teus sibilantes segredos
Cadeia de dunas são
Promessa viva
Na fímbria
Nos ombros espalmada
A morte
Em plena ressurreição.

Karinna*

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Inscrição*-


Inscrição*

Misto de relâmpago e suspiro nossos dedos
Na face encharcada de luar esquadrinham
Um fio de prata ao pescoço um reino
Nos olhos em enxame vermelho e sal
Energia, morte, vida e pouso desenham-se sem igual

És tu brilho da tez
Corpo amado seda ao sol
A cheirar desejo ao som do amar
Amor ditado um míssel
Peito fruto nave ave.
Aroma e beijo e ato

És tu brisa marinha
Corpo invencível sonho que sou
De boca desvairada de ti tangida
Meu nome no teu suor é alumbramento
Prendendo-me em raízes o teu momento

Sim, és tu reflexo do meu lago
Corpo abrigo que incensa
Amo-te por todos os poros
Sabor noturno da romã que o tempo ferve
A pele um damasco louco é a eternidade
Fome e vício que o fôlego sustenta

-como é a palavra inscrita no teu corpo-

Karinna* & Miguel Eduardo-