Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

domingo, 30 de maio de 2010

Puríssimo* Marchetado-


Puríssimo*

Uma vaga azul desfia
Banha de sonho o olhar
Na solidão da palavra partilhada
Ao inaugurares o frescor do dia...
Um abraçar pensamentos ardentes
A paisagem divina do verso
Tão breve o render-se desperto
Nova rota descobre-se ao oriente...
Tal bela onda que nos leva
Tão bonito é o amor poeta
Por esse céu de riso e festa...

Karinna*

*** *** ***

Puríssimo* Marchetado

Uma vaga azul desfia um recado
Banha de sonho o olhar, brilha
Na solidão da palavra partilhada e fecunda...
Ao inaugurares o frescor do dia... calmo e claro
Um abraçar pensamentos ardentes nas demoras
A paisagem divina do verso - áureo templo -
Tão breve o render-se desperto, violento e submisso!
Nova rota descobre-se ao oriente... outros mundos
Tal bela onda que nos leva lembranças fluidas
Tão bonito é o amor poeta no instantâneo infinito
Por esse céu de riso e festa... onde o tempo não passa...

Karinna* / Miguel-

*** *** ***

Marchetado

Um recado
brilha
e fecunda...
Calmo e claro
nas demoras
- áureo templo -
violento e submisso!
Outros mundos
lembranças fluidas
no instantâneo infinito
onde o tempo não passa...

Miguel-

*

VITRAL PURÍSSIMO



















VITRAL

Te fazes em meu silêncio
Alumbramento
O sol arqueia do outro lado
E se revela mais completo
No verbo assim calado
De uma voz em mundo humano
Que aproxima o instante intacto
De o poema restar num andor
Só pra dizer das cores que tomam a forma
Da eternidade que se revela
Me fazendo esquecer de tudo

Miguel-


Ao que Karinna* responde:


Puríssimo*

Uma vaga azul desfia
Banha de sonho o olhar
Na solidão da palavra partilhada
Ao inaugurares o frescor do dia...
Um abraçar pensamentos ardentes
A paisagem divina do verso
Tão breve o render-se desperto
Nova rota descobre-se ao oriente...
Tal bela onda que nos leva
Tão bonito é o amor poeta
Por esse céu de riso e festa...

Karinna*

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Entardecer das Cores...


Entardecer das Cores // No Erotismo// Santos e Profanos // No Sentimento

todas as palavras são corpo // em teste// flor e fruto // renúncia ou mentira
flutua no carmim a poesia // roupa e maquiagem// sabor e pecado // objeto da vontade...
a luz doura apetecida // convite e obstáculo// na pele um verso... // inconfessável.

Karinna* // Miguel // Karinna* // Miguel

**

Entardecer das Cores No Erotismo, Santos e Profanos No Sentimento

todas as palavras são corpo, em teste, flor e fruto, renúncia ou mentira
flutua no carmim a poesia, roupa e maquiagem, sabor e pecado objeto da vontade...
a luz doura apetecida, convite e obstáculo, na pele um verso... inconfessável.

Karinna* // Miguel // Karinna* // Miguel

Cetim de Olhares* Pequeno Infinito-


*
CEREBRAIS PARAGENS
OCULTAM RAÍZES (Miguel)



CÉU DE LUZ FASCINA
AMANTES SINAPSES (Karinna*)



Cetim de Olhares* Pequeno Infinito-

Cruza-me o peito uma estrela cadente pensamento
Tinjo-me nas quenturas em ondas correndo alegremente
Visto de sombras o areal das memórias insaciável de lumes
A mente vaga absurda e inclemente sobre as colinas do colo...
Agonia crepuscular é mera trajetória... Um nome!

Habita-me a neblina como cegueira Sol diluído
Flutuo entre cais de sonhos na força do abandono
Prendo-me no brilho embaciado das estrelas logo parábola
Acaricio ouro na urdidura dos olhares longe das distâncias...
As luas, tão perfeitas, prateiam mares... Pólen dourado!

Cerebrais são as paragens harmonia que se reinventa
Céu de luz é facho que fascina fogos necessários
Ocultam, astros doirados, raízes em inquietas ondas
Amantes, dão-se em sinapses dentro da alma
Tecidas em fios de brumas são como a noite imensa
Nenhuma órbita é vazia ao largo da utopia...
Num tapete azul de formosura... Somente a solidão das horas!

Karinna* & Miguel-
**
*

domingo, 16 de maio de 2010

Átrio*-


Átrio*

Sonho teu olhar aceso em mim seguro
Fagulhas tantas, carinhos muitos
Cobrindo espaços entre silêncios
Inflamado mundo arde no sideral
Enquanto nos fizemos soluço uno

Sinto teu pulsar sorriso ardente
Devoção de promessas, flores carnais
Jardins de rosas impossíveis
Sempre o muito agora e o amanhã apenas
Sons e sons de quero mais e mais

Colho teu beijo fresca brisa
Suspenso no átrio do céu mundo
Horizonte abriga o verbo inscrito
O doce querer da certeza serena
Dádiva de amor profundo...

Karinna*

*
Resposta em prece bem doce
Um brinde ao bom gosto dedico
Não há limite, nada além do brilho
Que a tua tez de flauta não saiba!

Há uma ooisa despida que apaixona
Descalso verso no céu da boca
Que sem fingir, finge tanto...

Pôr do sol em rosto pintado-

Miguel-

sábado, 15 de maio de 2010

poesia em seu interior grita em vésperas




















Poesia em seu interior grita
Às níveas plantas e flores
Sempre abertas aos amantes

Move-lhes os passos
E às doces partes diz
Em ledo som que amores canta

Como os desejos mimam

Miguel-


Em vésperas
Sonhos de ramagens
Viço suculento de olhares

A candeia das retinas
Coração cismado
-chamego de brisas-

Como os desejos mimam...

Karinna*

domingo, 9 de maio de 2010

Pele de Outono* Envolve-


Pele de Outono* Envolve-

Veios de mel derramados, coisa armada
Linho túrgido de palavras a passos largos
O verso eclode precipícios no céu infinito
Em cântaros de puras águas os suspiros
Poemas traçando fascínios entendem-se
Roçando alma e beijos em labaredas

-a lã dos poros famintos- (a tirintar)

O frio espesso de olhos fixos
Golfadas matinais de prazer no hálito
Esperas e entregas a brincar
Avolumando abraços no prazer
Cintilando sonho e querer em cada segundo
Cantigas de sedas, esse olhar

-um céu de pelúcia, tua tez- (é incêndio outra vez)

Karinna* & Miguel-

sexta-feira, 7 de maio de 2010

CARÍCIA AMADA UM TRIGAL























Carícia amada um trigal
Companheira a dádiva
Mágoa azul esquecida
Exilada, sou tua pátria...

Dum sonho de sereia encantada
Acordou a madrugada com o vento
Poeira de amor sem dores
Razão do êxito a cópula sem segredos...

Mal madura a sede, o pão
Ainda a fruta, o querer-se doidamente
Sou tua mulher- digo-te voz da paixão...


Miguel Eduardo & Karinna*

quinta-feira, 6 de maio de 2010

NO TEU CORPO DE MULHER - TARA*














No teu corpo de mulher

Tímida a palavra
Se me revela
Poesia inteira
Além das evidentes
Imagens evasivas

Edifício da música
O pensamento é sábio
Limítrofe do mistério
No exercício da procura
À resposta sem limites

Pequeno ideal que te constrói
Luxúria azul do céu

Miguel

No teu corpo de mulher

Tímida a palavra água pura
Se me revela perfeição em concha
Poesia inteira nas mãos famintas
Além das evidentes gotas e estrelas
Imagens evasivas abrem-se vida...

Edifício da música vibração de brisas
O pensamento é sábio comunga
Limítrofe do mistério terra e fogo
No exercício da procura corpo seara
À resposta sem limites abriga-me, santa tara...

Pequeno ideal que te constrói puro gesto
Luxúria azul do céu – amante amplexo-

Miguel- & Karinna*

Tara*-

Água pura
Perfeição em concha
Nas mãos famintas
Gotas e estrelas
Abrem-se vida...

Vibração de brisas
Comunga
Terra e fogo
Corpo seara
Abriga-me, santa tara...

Puro gesto
-amante amplexo-

Karinna*

segunda-feira, 3 de maio de 2010

mapa da escuridão inebriada & júbilo*
























Mapa da escuridão inebriada
Já nos teus olhos abre-se brilhante
Num corpo em claridade leve e intacta
E posso ver-te obra florescida
Em paisagem que aos olhos faz enfeite
E em linha dos suspiros mais secretos
Quero tocar na flor perpetuando
Líquidos vivos, línguas metafísicas
Em que a noite galopa insaciável
Num instante em que extático te miro

Miguel-




E Karinna* disse:


Júbilo*

Vestida de sonhos
Em luas de veludos
Pigmentos sonhadores
Rebrilham paisagem
Nas pálpebras ungidas
Estrofes de amores...
Desnuda de reticências
Sonata de dedos
Refulge o templo esguio
Um gesto suspenso
Um meneio de improviso...
Coberta de doçuras
Alma cantarola um acorde
Sopro de rendição
Promessa a prumo
Flor desnuda intumesce
Um convite grifa a pele
-desejos maduros-

Karinna*
*

Segundo Coração* Enfeita-


*
Segundo Coração*

pontuando saudades
de partida para um lugar de maciez
levo tua existência para não morrer
de vazios e espaços
traço-te meu amor nas estrelas
que debruam meu céu num abraço
levo-te como se transportasse
um segundo coração
oxigenando essa amorosidade
sopro de vida
que lapida a cumplicidade
levo-te porque não há palavra
em demasia que verte
dos cântaros de barro da nossa poesia
levo-te no verso inacabado
porque um poema nosso
só terá fim
quando todas as órbitas
completarem-se nesse infinito laço

Karinna*

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Segundo Coração* Enfeita

pontuando saudades sela a feitura
de partida para um lugar de maciez para escondê-la
levo tua existência para não morrer tristeza
de vazios e espaços, serena
traço-te meu amor nas estrelas, infinitos pequenos
que debruam meu céu num abraço em gritos
levo-te como se transportasse inteiro e repleto
um segundo coração, deus ou poeta
oxigenando essa amorosidade ausente
sopro de vida que me povoa
que lapida a cumplicidade acima da noite
levo-te porque não há palavra um corpo
em demasia que verte a imagem espelhada
dos cântaros de barro da nossa poesia em gestos
levo-te no verso inacabado enorme segredo
porque um poema nosso sustentáculo da vida
só terá fim na pedra desfeita
quando todas as órbitas, súbitos olhos
completarem-se nesse infinito laço da certeza

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves-

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Enfeita-

sela a feitura
para escondê-la
tristeza
serena
infinitos pequenos
em gritos
inteiro e repleto
deus ou poeta
ausente
que me povoa
acima da noite
um corpo
a imagem espelhada
em gestos
enorme segredo
sustentáculo da vida
na pedra desfeita
súbitos olhos
da certeza

Miguel Eduardo Gonçalves-
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