Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Em Líquido Gemido* / Escolho-


Em Líquido Gemido* / Escolho

Nas estrelas que lambo / sucessivas ondas
Sede ávida, ninho de anjo / em segredo redimido...
No caminho / primeiro sentido
Flora e fascínio... que contemplo!
-morrendo de amor- / (breve renúncia)
À beira do mundo / e acima das nuvens
Crestar o corpo no teu Sol / são meus motivos
Da tua chama em glória como esta / nascentes
Palavras de êxtase e sonho / prazer infinito
Como arde fogo na nossa floresta / que nos inventa!

Karinna* / Miguel

Décima com réplica de Karinna*


















Mapa da escuridão inebriada
Já nos teus olhos abre-se brilhante
Num corpo em claridade leve e intacta
E posso ver-te obra florescida
Em paisagem que aos olhos faz enfeite
E em linha dos suspiros mais secretos
Quero tocar na flor perpetuando
Líquidos vivos, línguas metafísicas
Em que a noite galopa insaciável
Num instante em que extático te miro

Miguel-


E, Karinna* replica:


Júbilo*

Vestida de sonhos
Em luas de veludos
Pigmentos sonhadores
Rebrilham paisagem
Nas pálpebras ungidas
Estrofes de amores...
Desnuda de reticências
Sonata de dedos
Refulge o templo esguio
Um gesto suspenso
Um meneio de improviso...
Coberta de doçuras
Alma cantarola um acorde
Sopro de rendição
Promessa a prumo
Flor desnuda intumesce
Um convite grifa a pele
-desejos maduros-

Karinna*

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Madrugada* Reza-

Madrugada* / Reza-

A voz do corpo cresce / interpretação
Se dispo-me Lua / não exercito a poesia
Langorosa na noite / tempestade
Meigamente pura / submissa
A vontade brada herege / tristeza antiga

Traço letras em teu leito / vou à origem
Sou fenda oculta do céu / orquestral
No fremir das tuas veias / além cânticos...
Do que foste e ainda és / infernal
Prostro-me ao pulsar do teu tempo / vento de beijos!

No fascínio que nos verga / aprendo a desejar
Na adaga que nos corta / esparramando-nos
E o lume que nos guia / não disfarça
Dilui-se na pele sonhada / cada momento-
A estrela para, o olhar treme / embascado
Nosso nome único geme / zumbe na alma...
No ventre carinhoso da madrugada. / Incêndio!

Karinna* / Miguel-

terça-feira, 22 de junho de 2010

Volúpia & Primordial

























VOLÚPIA

E ainda é a gula tanta que me insulta
Porquanto ali viveu o que me ardia
Essa que o pensamento mal oculta
Tanto tempo estrelou-me a companhia

Como um olhar certeiro mais exulta
E se aprofunda e faz da pose esguia
Nascer do fundo meu o que resulta
Ritual majestoso noite e dia

Lá onde a mente só faz uma orquestra
Pois cada acorde goza em pura orgia
Isto que sinto é música que amestra

Sou príncipe grão-mestre da lúxuria
Enquanto a vejo fome pela fresta
Que desmedida afaga a tal volúpia

Miguel-





E Karinna* opina em versos magníficos, sobre as minúcias do transe amoroso, que no entender da poeta, é a volúpia.





Primordial*

Corre sôfrego o ribeiro dos sentidos na volúpia dessa fonte,
minhas mãos já são borbulhas desenfreadas em quimeras
danço febril na artéria pulsante dessa espera.
Desemboco telúrica na majestade do teu abraço,
o encaixe perfeito do peito ao peito me assombra
e divago na brandura fértil- meu olhar agora é um laço.
Tremo na perfeição do teu toque túrgido,
desenhando a redondice do seio jóia
até a concha do ventre pérola, dedos e língua úmidos.

O centro do prazer gravita sem medo
tesouro na penugem macia esconde o mulher ser
sou princesa-deusa , castelã e fremo súdita no afã de te querer.
Fundo-me a terra-mãe e tu me aras, revolta e lavrada para a sementeira
são giros concêntricos, sou tua na palma, na língua
minha pele canta uma ária que só tu lês a melodia.
Soergues-me em ti, príncipe extasiado
passo de terra quente a etílico consentido fogo
à medida que teus movimentos moldam-me para o gozo.

E cravas tua alma na minha num ato físico e puro
e somos apenas essência e gemidos, anjos e astros
mares, epicentros, verdades e absurdos.
Planamos então abraçados, como se invisível tapete mágico
nos levasse pelo infinito numa espiral de vida sem tempo
onde o arco íris se decompõe com o nosso amoroso vento.
Então em espasmos, risos, cores, sons e redemoinhos
num diálogo único e doce de suspiros, pousamos na terra sem tocar o chão
repousamos os corações num beijo infinito, as frontes num bater uno cardíaco.
Agora somos novamente Amor primordial, o início de tudo
adormecemos nos braços da ternura que sacia
ciclo de Amor, perfume raro, volúpia que vida irradia.

Karinna*

LÍNGUA URGENTE EM LÍQUIDO GEMIDO



















LÍNGUA URGENTE

Sem tempo ao tempo
Somente sexo
Prazer tangente
Germina carícia
E a lava
Deixa a montanha
Entre os caracóis
E o riso
A mente semeia
E a carne vibra

Miguel-



LÍNGUA URGENTE EM LÍQUIDO GEMIDO

Sem tempo ao tempo nas estrelas que lambo
Somente sexo sede ávida, ninho de anjo
Prazer tangente no caminho
Germina carícia flora e fascínio...
E a lava -morrendo de amor-
Deixa a montanha à beira do mundo
Entre os caracóis crestar o corpo no teu Sol
E o riso beber da tua chama em glória como esta
A mente semeia palavras de êxtase e sonho
E a carne vibra como arde fogo na nossa floresta

Miguel- & Karinna*



EM LÍQUIDO GEMIDO*

Nas estrelas que lambo
Sede ávida, ninho de anjo
No caminho
Flora e fascínio...
-morrendo de amor-
À beira do mundo
Crestar o corpo no teu Sol
Da tua chama em glória como esta
Palavras de êxtase e sonho
Como arde fogo na nossa floresta

Karinna*

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Barco Lua* Sintoniza o Dia-

*
Barco Lua*

É cristalina
A maré das brumas
Eu sou a Lua
O barco meu sonho.
Eu sou o barco
A Lua meu ponto.

Sou sopro pueril
Viajo no peito
Ingênua a dança
Olhar da meninice
O sonho alcança.

Dossel de ternuras
As ondas
Vagas do sono
Sou pura Lua
E as pérolas princesas
Moram no meu olho.

Teias lunares e encantos
Acordo manhãs ensolaradas
Menina em outra falua
Sem esquecer-me
Do meu barco
Recortado em desenho da Lua.

Karinna*

***

Barco Lua* Sintoniza o Dia-

É cristalina a certeza
A maré das brumas prometida
Eu sou a Lua coerente...
O barco meu sonho, doce e colorido ´eu´
Eu sou o barco, o momento sonhado...
A Lua meu ponto. Utopia final.

Sou sopro pueril, um rabisco
Viajo no peito, insinuo
Ingênua a dança estado de crença
Olhar da meninice balança...
O sonho alcança. Para enlouquecer!

Dossel- de ternuras me evocam
As ondas quando escrevo
Vagas do sono na areia
Sou pura Lua minhas horas
E as pérolas princesas enigmáticas
Moram no meu olho. São o poema...

Teias lunares e encantos projetam-se
Acordo manhãs ensolaradas, estampas floridas
Menina em outra falua, brasa forte
Sem esquecer-me que o vento comanda
Do meu barco o destino...
Recortado em desenho da Lua. Meus pores do sol!

Karinna* & Miguel Eduardo-


***

Sintoniza o Dia

A certeza
Prometida
Coerente...
Doce e colorido ´eu´
O momento sonhado...
Utopia final.

Um rabisco
Insinuo
Estado de crença
Balança...
Para enlouquecer!

Me evocam
Quando escrevo
Na areia
Minhas horas
Enigmáticas
São o poema!

Projetam-se
Estampas floridas
Brasa forte
Que o vento comanda
O destino...
Meus pores do sol!

Miguel-

*

Persistência da Memória* / Prenda soterrada

Persistência da Memória* / Prenda soterrada

Não te quero chorar / poemo a paz
E escuto-te em escuridões / passo-me a limpo
A noite cresce movediça / nuvem por nuvem...
E me avisa. / um aviso vivo!
O corpo diz-me de ti / e, como se fora eterno
Em surdina / o horizonte...
E tudo me foge ao calor. / pétalas de céu!
Tateei-me o peito / em canção dos ventres
Camuflei-o em tentativas / de línguas douradas
Segredei as mágoas que alteiam / imprevidentes...
Quando sonhos param de nascer. / incerta margem!
Debrucei-me sobre mim / renascendo
E percebi-me ainda em garatujas / inesperadamente...
Tatuadas no teu olhar cetim. / qual decorativo imcompleto!
Sinto-te completamente e penso:/ -algo clama em minh'alma-
-cerra teus olhos para que eu não me vá de ti-

Karinna* / Miguel-

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Infinitivo* Estilizado-


Infinito*

Amor
Lentamente
Pousa tua alma pura
No meu regaço cantante
Sente o aroma da terra
Não há longe
Quando a poesia tange
Sente o pulsar magnânimo
Que em rosas nos prende
Quando o corpo louco cede
E o pólen se desprende...
Sente-me.

Karinna*

***

Infinito* Estilizado-

Amor... Tempo
Lentamente é som
Pousa tua alma pura em cor
No meu regaço cantante que se ilumina
Sente o aroma da terra cio...
Não há longe se tudo é
Quando a poesia tange o que prevejo
Sente o pulsar magnânimo, no espelho um candelabro
Que em rosas nos prende- oscila maravilhas
Quando o corpo louco cede em noite copulada
E o pólen se desprende... esvai-se e fecunda...
Sente-me.Hora sonhada!

Karinna* & Miguel-

***

Estilizado

Tempo
É som
Em cor
Que se ilumina
Cio...
Se tudo é
O que prevejo
No espelho um candelabro
Oscila maravilhas
Em noite copulada
Esvai-se e fecunda...
Hora sonhada!

Miguel-