Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dossel*



Dossel*

É rasa
Consciência
Aleluias
Das cantilenas
Gaivotas fugidias
Mareiam pele e veias
A doçura das breves
Sempiternas ilusões
Num dossel despovoado
Das minhas margens-areadas emoções-
Ah, se essa voz me soprasse
Flamejasse
No leito precipício
Dos meus desejos...


Karinna*

**** ****

Dossel*

Encerra as palavras necessárias
Imperceptíveis à primeira vista
Trazidas porém na força poética
Das imagens que povoam submersas

São motivos como afloram sentires
Esses em que não se ocultam momentos


Miguel Eduardo-

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sol* (réplica oferecida por Karinna*)





















RÉPLICA AO SONETO PAIXÃO



Sol*


E se a tarde quiser espaço
Molhando mansamente
Ardência do Sol no centro
Hora fértil recolhe-se na vértice
Fecundo ventre- estêncil.


Gesto fumegante
Suores das sementes
Brilho solar dos dias
Cânticos se misturam
Onde o coração sinfonia- fogo atiça.


Pele em estio
Passagem secreta
Predestinada em labor sagrado
Nas fissuras da carne ensolarada,
Ágeis as mãos... Sol enamorado.


Desemboca nos corpos
Licor de elogios
Reclinadas as hastes, laranja vestido
Memórias de águas efervescentes
Em giros de flores frágeis- colhemos trigo.


-Sol a pino-


Karinna*







PAIXÃO

Quando o sol estiver a pino regulado
E for um abraçar maior que pegue o mundo
O tempo será claro, azul, arregalado
Vestido só de céu, como um olhar profundo
Já nós seremos vento em fogo ornamental
Quando o desejo em júri seja percebido
Todo o meu será teu, esse calor vital
Exultante paixão, arbítrio todo ungido
Sem artifício algum, prazer em alto grau
Que escancarado sexo o tempo inteiro doma
E domando, o augurado gozo é a fatal
Ânsia de repartir certíssimo sintoma


Maior vício não há, atende por Paixão
Vingada em mim por não havê-la tido em vão


Miguel Eduardo-

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

INESPERADO CONSTELADO*

























INESPERADO

Dispo-me
Dos sonhos
Não dos hábitos
As pontas dos dedos sabem
Onde a língua prova o salgado
Acho-me de cor e salteado
Que está naquele ponto
O gosto só do pecado
Onde te encontro concentrada
E me perco desnorteado

Miguel Eduardo-



CONSTELADO*

Soletro-me
Em atos
Maliciosas ondulações
Deixam-te extasiado
Sou a impaciência
Do querer-me em ti
Realidade ou sonho tatuado.
Visto-me do teu gosto
Recebo-te firme na quentura
Somos astros em céu de loucuras...

Karinna*

domingo, 12 de dezembro de 2010

Testamento*-





Testamento*


sonha comigo devagar
nas dobras rutilantes das palavras
cria um verso prateado
numa tela pintada de maresia na alva
pinta a cor do infinito
no trincar das letras que pedem vida
não permitas que eu me vá assim
sem o gosto soberano deste vício
sem a verdade da poesia
que mora no teu sorriso...


Karinna*


**** **** ****


Vejo uma opacidade transparente
Que domino como me domino em sonho
Um sonho cor de rosa em tom azul
Que habita a indecifrável inconsciência...

Vejo anjos que não choram nem sorriem
Que epavoram-se ante a minha impaciência...


Miguel-
**
*












sábado, 11 de dezembro de 2010

A Última Ilusão Primeira*


















A Última Ilusão

Entre bravuras
Triângulo ornado
Num rito infernal
Tarado de segredos

Frutos efêmeros
Fundem-se ao nada
Reminiscências
Na cor do tempo

Este, que é pétala
Em queda ao fim
Como o outono
Numa folha dourada

Miguel-



*
Primeira*

Beges ais da respiração
Nas pegadas da areia curva
Especiarias sucumbem
Óleo escorre aceso.

Inauguradas grutas
Estalam maçãs em cheiros
Travessias calouras
Vermelho desemboca- suculento.

Veludo novo
Antes organza em dilúvio
Partido em filigranas
Nervuradas, deitado em ouro.

Ka*


A Última Ilusão Primeira*

Entre bravuras Bejes ais da respiração
Triângulo ornado Nas pegadas da areia curva
Num rito infernal Especiaria sucumbem
Tarado de segredos Óleo escorre aceso.

Frutos efêmeros Inauguradas grutas
Fundem-se ao nada Estalam maçãs em cheiros
Reminiscências Travessias calouras
Na cor do tempo Vermelho desemboca- suculento.

Este, que é pétala Veludo novo
Em queda ao fim Antes organza em dilúvio
Como o outono Partido em filigranas
Numa folha dourada Nervuradas, deitado em ouro.

Miguel-&Karinna*



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL





















Que este NATAL se faça de esperanças
E que todas as cores tomem a mais bela forma
Para que eu possa assim os "ver", meus amigos
Das magníficas mãos universais
Em realizado sonho de festa
A pairar sorrindo PAZ.

FELIZ NATAL

Dezembro de 2010

Miguel Eduardo-

sábado, 4 de dezembro de 2010

ORQUÍDEA SELVAGEM*



















Orquídea Selvagem*

Esvoaçando segredos lavra os campos
Uma noite adivinha-se e as árvores se despem
A tarde o dia que arde alucinado amor
Nos corpos encontro supremo
Vãos e desejos que a posse esnoba.
Pontua a glória
A corola amarela o desejo floresce
Uma orquídea geme na imaginação
E impera se faz sentido.
Textura absoluta
Linhos, e amor espalha o aroma
Penhascos e febres que se pensa e sente
Cetim e prece em verso
-e mais nada-

Karinna* & Miguel Eduardo-