Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sábado, 17 de dezembro de 2011

TAUTOGRAMAS

Sopro...sopro...sopro...sopro...

Sedução sensitiva
Soçobra sedutor
Sublinhando singelezas
Sublimando sóis
Sonoridade serena...
Situa-se silencioso
Seduz sabiamente
Saciando sedes...
Soprando sensações
Segreda soluços
Soma suores
Serpenteia seduções...
Sagrado sopro
Soprado ...
Sopra sopro
Sagrado...´ (KARINNA*)


Sopro...sopro...sopro...

Sondares suaves
Surtem sorrisos
Suores sagrados
Sentires serenos
Sabor a saliva
Sabe, sacode
Sacramenta
Sutilmente sustenta
Satisfaz
Sopro Sopra
Subjuga (MIGUEL)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

INTREPIDEZ DESCOBERTA

Intrepidez* / Descoberta

como reticências que se espelham / do silêncio
-a palavra que te busca- / onde a íris do medo
uma reza corpo a corpo / brilha intacta
um gemido uno / tão leve sugestão
um beijo no frêmito / escapa da urgência
nas ancas que te seguram... / como o sol que enlaça!

como sequiosa é a dança na noite / perdida e encontrada
uma fita de cetim nacarada / é o que nos mata
carícia no limiar / a bater na porta do luar
do arrepio desejoso / que pega por toques
da palavra-essa que não foi dada- / e que a tudo absorve...

como sumos que se mesclam / com força de aquarela
no frutado do suor que despe / no instante sublime
-a palavra que te busca- / o voraz de uma estrela da tarde
entranhada no fremir dos versos / cingindo o desejo
que se amam sem senões / no indizível das línguas
da razão sem lucidez / em cada gesto plantado
viajante audaz / acontecendo em sedução
na poesia da paixão do corpo / ida sem retorno
palavra que se firma / e percorre a magia

-sonhos da intrepidez- / -dos afagos descoberta-

Karinna* / Miguel-

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Motim*




Motim*

Freme voz e tato / Pressentimento
Na fenda da distância / Que tortura
O meu amor é palavra / Divisível distância
Na lua partida por detrás / Em contornos...
Da memória do teu olhar.K* / Inesperado encanto!

Karinna* / Miguel-

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

-almas em poemas enamorados-


Carta de Navegação*

Ouve-se o tamborilar das águas
Encrespadas, lambem pés
O olhar escala o pico da onda
Sou névoa densa na maré cheia
Num festim marítimo
Dispo-me em corpo sereia

Desvendo-me laço a laço
Como oferendas na gulodice
Poro a poro
Sou especiaria em teus dedos
Ainda coberta de estrelas
Revelo-me suor e presteza
Em lábios de mar

Corpos enlaçam-se
Tu e eu
Movimentos cíclicos
Partículas de sal
Moldam-se em vagas
Amantes foragidos

No profundo do olhar
Princípio de universo
Decifro-te carta de navegação
Ondulando nas meninas dos olhos
Desemboca amor sagrado
Alto mar, profano e são.

-almas em poemas enamorados-

Karinna*


*************

-almas em poemas enamorados-

Sem rumo preciso
Pela inibição conhecida
Tal compromisso
Um apelo afetivo
Produção da realidade
Em riqueza de símbolos
A vontade recorrente!

Em mágico véu
Um só fascínio
Da própria singularidade
Pelo óleo na pele
Macho e fêmea
Ao estado primitivo
Originária harmonia
Em confirmação corpórea
Minha rota no suor
O teu folclore
E toda a sexualidade...

-Bela criação!-

Miguel Eduardo Gonçalves-

*De fato, não há necessidade de 'ação'.
Sem verbos, contudo um poema/réplica pleno de atitude.
Carinho e admiração sempre, meu parceiro Miguel.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

UM PRESENTE- UM PARAÍSO*


UM PRESENTE-

O que em ti escondes
Dilata-se amante
Responde e ecoa
Vida no instante
Do suspiro
Finalmente

Miguel Eduardo Gonçalves-

****

UM PRESENTE- UM PARAÍSO*

O que em ti escondes tal estrela de amor
Dilata-se amante num rastro na pele damasco
Responde e ecoa -murmúrios em olhares baços-
Vida no instante único, total e sem medo
Do suspiro vindo da alma apaixonada
Finalmente um só segredo...

Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*

UM PARAÍSO*

tal estrela de amor
num rastro na pele damasco
-murmúrios em olhares baços-
único, total e sem medo
vindo d'alma apaixonada
um só segredo...

Karinna*


POESIA EM TELA- karinna* em Réplica


Poesia em Tela-

Formas evaporam-se
Em cores, como prêmio
Decompõem a tarde
Em árvores, e em sombras
Na ilusão das luzes
Que o espaço ocupa
Entre o céu e a brisa
De perfume vaporoso
Quando aos sentidos ecoam
Não raro, dos olhares
Flores de um jardim

Miguel Eduardo Gonçalves-


***

matizo-me os olhos
com os versos impressos
são eras belas
num traçar do destino
como a floresta , talvez escolhido fado.
enxergo pelas tuas pupilas
como um tramar de idéias e sonhos
pinto-me face e sorriso
pois olho-te em cada assombro...
matizo-me os pensamentos
levito no verso pintado
na poesia revelada
numa tela, num divagar alado...

Karinna*

***
**
*


PEQUENO INFINITO- karinna* em Réplica





PEQUENO INFINITO

Na caligrafia firme
Do desejo insofismável
Um pensamento suave
Em capricho se define

Filme do seu movimento
Traz-me adorável empatia
Chave secreta do beijo
Magazine em que me fixo

Eis que teima sem limites
Com persistência imutável
Crescente em força atrativa
Seus prazeres aos milhares

Tão acintes, tão possíveis
Que o inapelável tesão
É intimativa vertente
Desses mares tanto meus


Miguel Eduardo Gonçalves-

***

Karinna em réplica:

escrevo sonhos
em minúsculas
parágrafos tímidos
frases sonolentas
despertam ardentes sobras
pois a caligrafia do desejo
é impronunciável
e o sedutor soletrar
está guardado
para um orgasmo
maiúsculo.

Karinna*

***
**
*

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Estrela Invisível*-


Estrela Invisível*-



sofro os olhares não dados / como numa tômbola
e o céu apenas traz um som / o gaze...
despovoado... / que ilude!
colho-te estrela invisível / espectativa
acarinho-te as pontas doloridas / da esperança
e sussurro-te- és prece de vida- / infinita
as certezas se foram com os raios / vida afora
e a tempestade acalmou a morte / qual bonança
sou apenas agora um dardo / na busca da estrela
o peito- nosso- lar ambíguo / faz-se parecer
a flecha que nunca se move / destino
em sete vezes sete sentidos...



Karinna* & Miguel Eduardo-



segunda-feira, 4 de julho de 2011

absurdos*


absurdos*

é dor branca e se há sofrer
trago-te na linha do infinito
do absurdo inequívoco
na densa bruma dos olhares rasgados
das sombras doridas
de um absurdo passado

viro-me do avesso nos teus líquidos
guardados em fogo puro
como brasas em litígios
as mãos distendidas denunciam
há mais que o percebido
há mais que o esquecido
nas palavras que se dão
nas lágrimas que padeço
no molhado do teu sorriso...

K*

absurdos*

força dirpersa
medo
o breve motivo
no disfarce
estagnação
que se equilibra

novos números
irmãs infinitas
em palavras
o incerto veio
submerso
na renúncia
por um segredo
acima da noite...
invenção distante!

M-

absurdos*

é dor branca e se há sofrer, força dirpersa
trago-te na linha do infinito medo
do absurdo inequívoco, o breve motivo
na densa bruma dos olhares rasgados no disfarce
das sombras doridas , estagnação
de um absurdo passado que se equilibra

viro-me do avesso nos teus líquidos, novos números
guardados em fogo puro, irmãs infinitas
como brasas em litígios, em palavras
as mãos distendidas denunciam o incerto veio
há mais que o percebido, submerso
há mais que o esquecido na renúncia
nas palavras que se dão por um segredo
nas lágrimas que padeço acima da noite...
no molhado do teu sorriso... invenção distante!

Karinna* & Miguel-

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Entre *Travessias*




Travessia*

deslizam palavras
num contratempo
só queria atravessar
teu continente
a tua maciez frutada
pestanas açucaradas...

e me falas
como terra
estendes raízes
me cercas...

aquieta-me essa voz
que me cala
tapa-me a boca
da vontade
pinga-me a noite
nos meus telhados
suga-me um fôlego
prateado
que te sonharei
demorado...

Karinna*

E Poeta, espetacular, Miguel replica:

Travessia*

Que traz os motivos
Grandes quando forem
Como esse dia
A nascer como um sonho
Inesperadamente

Miguel Eduardo Gonçalves-

domingo, 29 de maio de 2011

*Noite-


*Noite*

a noite ronda meu pensamento
um manto de tristes estrelas
cobre-me a alma sem tua presença...
é cálida a carícia da Lua
é manso e doce lembrar de ti em mim
em noites como essa
minha saudade beija-te a boca....


Karinna*

*****

a noite ronda meu pensamento/instantâneo refúgio
um manto de tristes estrelas/em sonhos marginais
cobre-me a alma sem tua presença.../brisa, cor e mistério
é cálida a carícia da Lua/a me trazer a calma
é manso e doce lembrar de ti em mim/qual símbolo do Sol
em noites como essa/buscando nas estrelas
minha saudade beija-te a boca..../são nossos desatinos!

Karinna*/Miguel

*Noite*

instantâneo refúgio
em sonhos marginais
brisa, cor e mistério
a me trazer a calma
qual símbolo do Sol
buscando nas estrelas
são nossos desatinos!

Miguel Eduardo Gonçalves

sábado, 28 de maio de 2011

DAS PEDRAS*-






















Há uma certeza
Na lúcida incosciência
De não estar...
Essa, que ronda a tristeza
Em sua memória sem sentido!

Aqui, só ilusão
Tudo são imagens
Como a cor da noite
E desta hora
Fluem na febre mansa agora.

Puro êxtase sem remo
Vai pelo espaço inevitável
E sobre quilha quebrada
Rumo ao caos do solitário mar
Que a solidão aquática celebra.

Pois, nesses sentires ocos
É que decifro certas linguagens
Como a das pedras, sem seus deuses
E a de um poema
Com suas equívocas quimeras!

Miguel-


Das Pedras*

Tenho uma palavra
Um ato a despontar
Como pedras irônicas
Lembrando-me o que não há.

Tenho um poema de flores insaciadas
De homens na labuta
De mulheres acesas
Estirpe de glórias nas lutas.

Tenho um verso inquieto
Emprestando-me tempo
Aluviões da chuva
Indômitas dúvidas.

Tenho uma poesia de incertezas
E sou apenas mais uma voz
Que dá via um lamento
Uma prece
Um juramento...

Eu tenho um poema
No carrossel da vida
E os sinais do céu
Atestam que meu Sol declina
-e nem iniciou o inverno-

Talvez o verso
Faça-se na eternidade das pedras
Ou apenas no simples ato
De viver o agora de fato.

Karinna*

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dissonante* em Réplica de Miguel-



*Dissonante*

Não guardei alguns sons
Esqueci-os por um instante
Entre incertezas...
Luzes frias e poemas.
Se pudesse adivinhar-te
Buscar teus ais
Entre um verso e outro...
Eram sons ávidos, lembro-me
Agora-por vezes suaves
Estendidos em preces...
Tornaram-se desgarrados
Em gritos inaudíveis
Entrelaçados de coração e voz.
Perambulavam graves
Agudos em tensas cordas
Silentes, sem notas...
Desafinei ao abrir o desconhecido
Busquei um tom fidedigno
Revelação
Decifrar talvez uma dissonante ação...
Agora que sou só eco
De mim
Da minha própria estrada
Teus sons poeira de luz são...

Karinna*

***


Réplica-

Abertas ao sol
Nem portas nem janelas
Apenas o que somos
Quem com as coisas se entendem

Nossos corpos se conhecem
E embora sentidos em gaze
Éramos além do ser
A mente que nos pensa

Miguel-

Lua Rendada* / No céu acastelada-


Lua Rendada* / No céu acastelada

Coberta da noite / Lá está
Plena de luz / Como em minha cobiça
Fios de amor / Entre nuvens
Nos olhos acesos / Do torpor
Um brilho quase azul / Em sonho a fábula

Tangíveis seus reflexos / Tanto segredo
Dedos de sedas prateadas / Numa hora
Nela tudo é alva, doce magma... / Cotidiana

Despida de si, pintada de nada / No poder de adivinhar
Dá-se à noite morena / Pétala vaga
Num vestido transparente / Qual instante indiferente
Gola rendada / À vida votada
Estrelas diadema. / Em noite abandonada

Lua mistério / Minha fraqueza
Abre-se em segredos / Para fora de mim
Pousa seu cântico / Derrete-se
Delírios em meu leito / Pura verdade

Karinna* / Miguel-

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bailarina* Singular-



Bailarina*

Fulgura a Poesia num espelho de prata
Rutilantes os gestos por entre assombros
Desfila imperiosa, tal mulher enfeitiçada
Abrindo veredas nos meus olhos
Por vezes em versos amplos.
Faz mesuras com palavras
Traz nas mãos sagradas as rimas
E corações em laços de fitas.

Em beleza explode imensa
Poesia, tal bailarina
Faz do Amor, graça plena...

Karinna*

***

Singular-

estreita ligação
vida e prova
pode dispensar
transformação...
onde há o palpitar
nos grãos como sementes
os cravos e as rosas!
como bem indicam...

único passo e
boca sequiosa
-fácil trajeto e mulher!-

Miguel-

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ao Sopro dos Versos Em Valsa























Ao Sopro dos Versos

Surpresa tira do sério
Como o tempo resvala
Valsa cingindo nervos...
Luz que despe tentadora
Veste a mente de torpor
Mil cores do amor!

Miguel-

Ao Sopro dos Versos- Em Valsa*

Surpresa tira do sério um átimo colorido
Como o tempo resvala sem cortes, só cores em dança
Valsa cingindo nervos... perpetuando lembranças.
Luz que despe tentadora a pele que me ama
Veste a mente de torpor na poesia que conclama
Mil cores do amor! Somos fôlego e flor!

Miguel- & Karinna*

Em Valsa*

um átimo colorido
sem cortes, só cores em dança
perpetuando lembranças.
a pele que me ama
na poesia que conclama
Somos fôlego e flor!

Karinna*

quarta-feira, 4 de maio de 2011

SER POESIA INTEIRAMENTE



















Poeira Azul-

E nesse devaneio penumbroso
madeixa da tocha
vi transformar-se
em semente novinha em folha
farejando um destino marchetado em carmim
aquele das pétalas cheirosas!

E é sonho recorrente
que navega nas águas de céu
como são teus olhos
jóias profundas de uma alma
que se fala por luzes caras.

A vida te quer sim
e tudo que nela há
voa em teu horizonte
donde partiu
porque faz parte de um colorido
como devem ser e serão
decerto as horas todas
pelos vários planos
da poeira azul que faz este mundo...
-Porque somos quem nos pensa-

Miguel-


Réplica

'Porque somos quem nos pensa'
Um sol escaldante
Uma lua peregrina
Um verso latente de um poema...

'Porque somos quem nos pensa'
Talvez o laço de um cedilha
Um lapso de desejo feroz
O som fulgurante da partilha...

Porque sou o que não fui
Trago nas mãos rubras rimas
Sopro melodias descabidas
Desenho nas vidraças Poesia

Porque sou o que sou
Fito o infinito na letra
Um horizonte sedutor me acena
E toda dor esvai-se estrela...

Karinna*

terça-feira, 26 de abril de 2011

MITO DOS AMORES EM CÉU DE AMAR

















MITO DOS AMORES EM CÉU DE AMAR

Sentido simbólico, dos anjos não há som
Da grave necessidade, tal abismo sobre o olhar
Martela a idéia, mistério que freme a semente
Retida, surreal -num retrato púrpura
Como se bebe para matar a sede real

Mínimo instante da íris, não existe sem a mente
Que lambe, não toca a fúria do corpo que ama
Dispensa palavras fascínio total...

Miguel- & Karinna*


EM CÉU DE AMAR*

dos anjos não há som
tal abismo sobre o olhar
mistério que freme a semente
surreal -num retrato púrpura
real

não existe sem a mente
a fúria do corpo que ama
fascínio total...

Karinna*

domingo, 10 de abril de 2011

PRIMEIRO SENTIDO// DEGUSTAÇÃO PLENA// SOBREVIVE



PRIMEIRO SENTIDO// DEGUSTAÇÃO PLENA// SOBREVIVE

Êxtase da cor do pêssego//afã das paixões// em súbito desejo
Quanto em ti há delas// sabores coloridos// das essências
Rosas Vermelhas, Amarelas...// corpos em uníssono// perfume!


Miguel// Karinna*// Miguel

quinta-feira, 7 de abril de 2011

FEITICEIRA// ESTELAR// DO CREPÚSCULO



FEITICEIRA// ESTELAR// DO CREPÚSCULO

Ama // tresloucado meneio// virtude das flores
Seduzir// corpo-poema// vermelho sangue
Princípios// em versos de estrelas// das lágrimas doces

Miguel// Karinna*// Miguel

quarta-feira, 6 de abril de 2011

LOUCURA // INDOMÁVEL



LOUCURA // INDOMÁVEL

quando vens // no tempo
sinto-te // imperceptível
na palavra... // sempre!

Karinna* // Miguel-

CÂNTICO*-





Cântico*
Chegaste Sol intenso nos dias
As noites tornaram-se alaranjadas
Desceste luz nos cílios
Corpo vestiu-se nu
Tal ilha descoberta
Aportaste-me em mistérios
Um mapa entre dedos
De carícias longas...
Meus sonhos
Nascentes se fizeram
-tapeçaria-
No bordar do perímetro
Os beijos os recifes
Os abraços as colinas
Um cântico de junquilhos...
Chegaste Lua intensa nas noites
Os dias se tornaram prateados
Pousaste porção distinta
Matéria cantante
Música dançarina...
-agora durmo entre teus olhos-

Karinna*
*** ***

Cântico*-

Chegaste Sol intenso nos dias
/Beleza que da aridez se muda
As noites tornaram-se alaranjadas
/Tom de bruma outonal
Desceste luz nos cílios
/Qual excelso amante
Corpo vestiu-se nu
Tal ilha descoberta
/Misteriosa companheira
Aportaste-me em mistérios
/Ternura feita saudade
Um mapa entre dedos
/Que em mim se banqueteia
De carícias longas...
Meus sonhos
/Lide em júri
Nascentes se fizeram
/Da morada do pensamento
-tapeçaria-
No bordar do perímetro
/Sob um grito escondido
Os beijos os recifes
/A mim te põem presente
Os abraços as colinas
/Os efeitos permanentes
Um cântico de junquilhos...
Chegaste Lua intensa nas noites
/Onde descansam musas musas
Os dias se tornaram prateados
/Porque tudo é perfeito
Pousaste porção distinta
/Quase tocando a graça
Matéria cantante
/Da poética sugestão
Música dançarina...
-agora durmo entre teus olhos-
-onde não existe a dispersão-

Karinna* e Miguel-
*** ***

Cântico-


Beleza que da aridez se muda
Tom de bruma outonal
Qual excelso amante
Corpo vestiu-se nu
Misteriosa companheira
Ternura feita saudade
Que em mim se banqueteia
De carícias longas...
Lide em júri
Da morada do pensamento
Sob um grito escondido
A mim te põem presente
Os efeitos permanentes
Onde descansam musas
Porque tudo é perfeito
Quase tocando a graça
Da poética sugestão
-onde não existe a dispersão-
Miguel-






*exercício poético em olhares gêmeos, almas em duo... palavras se dão, e na partilha se completam...poesia de Miguel e Karinna*