Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sábado, 22 de janeiro de 2011

AO MAR, NOITE IMENSA- Traje de Gala*


















AO MAR, NOITE IMENSA- Traje de Gala*

Nada que se possa escolher
Ou abandonar
Fato imponente da solidão
Rio absorto, mas decifrável
Simplesmente é
Como desmedido olhar...
Todas as distâncias inexistem
Anulam-se em repentino riso
Leve sugestão...
Palavras intocadas
Pedaço de cor verídica
Entanto
Essa perfeição do mundo
Que até nos mata
Inútil querer mudá-la
Somos indispensáveis!

Miguel-


AO MAR, NOITE IMENSA- Traje de Gala*
 
Nada que se possa escolher tempo é curto
Ou abandonar o que se deglute de um sonho
Fato imponente da solidão própria grafia
Rio absorto, mas decifrável no suntuoso corpo
Simplesmente é poema
Como desmedido olhar...sem amarras, sem porto.
Todas as distâncias inexistem nem paralelos
Anulam-se em repentino riso nem meridianos
Leve sugestão...apenas real, marulhos de um acalanto.
Palavras intocadas sem traços frouxos
Pedaço de cor verídica nuance do horizonte
Entanto
Essa perfeição do mundo ciclo louco
Que até nos mata num céu de mar maroto
Inútil querer mudá-la -estrela perfeita-
Somos indispensáveis! Noite de gala, prazer e assombro!

Miguel- & Karinna*
 
Traje de Gala*

tempo curto
o que se deglute de um sonho
própria grafia
no suntuoso corpo
é poema
sem amarras, sem porto.
nem paralelos
nem meridianos
apenas real, marulhos de um acalanto.
sem traços frouxos
nuance de horizonte
Entanto
ciclo louco
num céu de mar maroto
-estrela perfeita-
Noite de gala, prazer e assombro!

Karinna*

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Chão*-



Chão*

um verso flutua na solidão
o homem-poeta veste-se de brumas
traz consigo todas as buscas
no coração ainda reluz um clarão
nas pegadas se faz um caminho
e na Poesia se faz chão...


Karinna*


*** ***

Chão

um verso flutua na solidão novos brocados
o homem-poeta veste-se de brumas em festival
traz consigo todas as buscas e seu norte
no coração ainda reluz um clarão imaginário
nas pegadas se faz um caminho imperial
e na poesia se faz chão... estende-se às palmas!

Karinna* & Miguel Eduardo-

*** ***

Chão*

novos brocados
em festival
e seu norte
imaginário
imperial
estende-se às palmas!

Miguel Eduardo-

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

EM TRANSE- DE COLORES*




















EM TRANSE- DE COLORES*

Nas pinturas que o mundo encena
olhos da amplitude
Ligeiros traços de certeza
em pupilas festeiras
Tecem a mão pela caneta
o traço, o laço, o elo da sedução
Tinta banhada de emoção
alegria se abre em girassóis
No predomínio das paixões
amarelos e laranjas os beijos de nós...
Quando o pensamento se encontra
razão se despe do rigor
Em festa de letras remidas
na Poesia que inunda nossa cor
E cinge na pele o desejo
arco iris pulsante- um leque sonhador-
Naquele caminho sem volta
mãos se entrelaçam num rito apaixonado
A força infinita que opera
o universo- círculo de nós dois-exato.

Miguel- & Karinna*


DE COLORES*

olhos da amplitude
em pupilas festeiras
traço, o laço, o elo da sedução
alegria se abre em girassóis
amarelos e laranjas os beijos de nós...
razão se despe do rigor
na Poesia que inunda nossa cor
arco iris pulsante- um leque sonhador-
mãos se entrelaçam num rito apaixonado
o universo- círculo de nós dois-exato.

Karinna*


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Devaneios e Réplicas*



Cativa*

Perfumas-me a nuca com teu doce hálito de versos inquietantes.
Desenhas tua poesia nas curvas do meu corpo em fúria...onde recebo-te em enlace desejoso e versado em letras azuis e doiradas,no tropel fremente desses instantes.
Sussurrada em meu ouvido chega-me tua palavra que me torna assim...cativa e fascinada...prisioneira e acarinhada...doce e amada.
Sinto-te aqui...na derme macia e de fragrâncias baunilhas do arfar fremente do meu colo ansioso pelo teu lábio rubro...sinto-te além...na alma enleada pelo teu encanto.
Meu versar corre puro na correnteza desse idílio moreno...saboroso...maduro.
Teu verso dedilha com dedos santos o contorno da poesia que abraça meus quadris em suave dança de palavras que ensaiam esse canto.
Mapeio teu rosto másculo com os dedos e traço tuas feições com a alquimia da minha língua pela tua...num momento de desejo feliz... sem pranto.
Guardo na sensação táctil dos sentidos aguçados pela tua incursão em mim...e eu em ti...todos os desenhos alucinantes da hombridade do teu guerreiro corpo, que despido da túnica de guerra, entrega-se ao meu prazeroso acalanto.
Torno-me teu oásis luxuriante, onde afundas comigo no verde jade desse mar de palavras e sentimentos flutuantes... no embate de corpos- versos que traduzem um místico querer da pele a pele sem fim...na calmaria inebriante que se segue após derramares teu gozo inundado em mim.
E os lábios meu poeta eleito... os lábios sedentos e saciados encontram-se em escarlate beijo de delícias e selam esse momento sem fim.
Embebida de ti, tomada pelo teu Eu, inebriada pelo teu encanto, não sou sozinha...
Ditosos momentos são...toques mágicos da tua alma na minha.


Karinna*

Poeta Miguel devaneia lindamente:

Hoje me chamo estrela...

Palavras no primor que todo olhar namora, constroem o dia olhando aquela flor, para aumentar as horas que, gentis, no mundo decompõem-se em grata essência.
A natura não dá de graça coisa alguma, mas perdura em seres insuspeitos, numa folha que cai no fogo que devasta, na criança que nasce do amor quando aparece e quando se esvai precocemente, arrancado de si o mágico sentido.
Tudo isso me serve para pensar no agora ou no cerimonial que impõe da alma o rito, fogo tão grande ou alma tão pequena, que harmoniza a vida e nos inventa.
Assim, Cativa* representa a inquietação, mas essa é feita só aos galhos secos, despidos de seiva, que o vento agita e prende, como as lágrimas silenciosas, que choram a prece das raízes, e ninguém vê!

Miguel Eduardo-


*Eu, como sempre deslumbrada, continuo:

Liberta*

hoje me chamo estrela
e o brilho absurdo das dores
pontiagudas têmporas
levam-me até o não sei
num doce e solitário vai e vem...

hoje me chamo estrela
e por um instante sublime
sou parte de um céu de sorriso
de um beijo de olhares
de um verso íntimo e inquietante
que me impele ao ser infinito...

hoje sou estrela
e apenas amo e vivo.

Karinna*