Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

domingo, 29 de maio de 2011

*Noite-


*Noite*

a noite ronda meu pensamento
um manto de tristes estrelas
cobre-me a alma sem tua presença...
é cálida a carícia da Lua
é manso e doce lembrar de ti em mim
em noites como essa
minha saudade beija-te a boca....


Karinna*

*****

a noite ronda meu pensamento/instantâneo refúgio
um manto de tristes estrelas/em sonhos marginais
cobre-me a alma sem tua presença.../brisa, cor e mistério
é cálida a carícia da Lua/a me trazer a calma
é manso e doce lembrar de ti em mim/qual símbolo do Sol
em noites como essa/buscando nas estrelas
minha saudade beija-te a boca..../são nossos desatinos!

Karinna*/Miguel

*Noite*

instantâneo refúgio
em sonhos marginais
brisa, cor e mistério
a me trazer a calma
qual símbolo do Sol
buscando nas estrelas
são nossos desatinos!

Miguel Eduardo Gonçalves

sábado, 28 de maio de 2011

DAS PEDRAS*-






















Há uma certeza
Na lúcida incosciência
De não estar...
Essa, que ronda a tristeza
Em sua memória sem sentido!

Aqui, só ilusão
Tudo são imagens
Como a cor da noite
E desta hora
Fluem na febre mansa agora.

Puro êxtase sem remo
Vai pelo espaço inevitável
E sobre quilha quebrada
Rumo ao caos do solitário mar
Que a solidão aquática celebra.

Pois, nesses sentires ocos
É que decifro certas linguagens
Como a das pedras, sem seus deuses
E a de um poema
Com suas equívocas quimeras!

Miguel-


Das Pedras*

Tenho uma palavra
Um ato a despontar
Como pedras irônicas
Lembrando-me o que não há.

Tenho um poema de flores insaciadas
De homens na labuta
De mulheres acesas
Estirpe de glórias nas lutas.

Tenho um verso inquieto
Emprestando-me tempo
Aluviões da chuva
Indômitas dúvidas.

Tenho uma poesia de incertezas
E sou apenas mais uma voz
Que dá via um lamento
Uma prece
Um juramento...

Eu tenho um poema
No carrossel da vida
E os sinais do céu
Atestam que meu Sol declina
-e nem iniciou o inverno-

Talvez o verso
Faça-se na eternidade das pedras
Ou apenas no simples ato
De viver o agora de fato.

Karinna*

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dissonante* em Réplica de Miguel-



*Dissonante*

Não guardei alguns sons
Esqueci-os por um instante
Entre incertezas...
Luzes frias e poemas.
Se pudesse adivinhar-te
Buscar teus ais
Entre um verso e outro...
Eram sons ávidos, lembro-me
Agora-por vezes suaves
Estendidos em preces...
Tornaram-se desgarrados
Em gritos inaudíveis
Entrelaçados de coração e voz.
Perambulavam graves
Agudos em tensas cordas
Silentes, sem notas...
Desafinei ao abrir o desconhecido
Busquei um tom fidedigno
Revelação
Decifrar talvez uma dissonante ação...
Agora que sou só eco
De mim
Da minha própria estrada
Teus sons poeira de luz são...

Karinna*

***


Réplica-

Abertas ao sol
Nem portas nem janelas
Apenas o que somos
Quem com as coisas se entendem

Nossos corpos se conhecem
E embora sentidos em gaze
Éramos além do ser
A mente que nos pensa

Miguel-

Lua Rendada* / No céu acastelada-


Lua Rendada* / No céu acastelada

Coberta da noite / Lá está
Plena de luz / Como em minha cobiça
Fios de amor / Entre nuvens
Nos olhos acesos / Do torpor
Um brilho quase azul / Em sonho a fábula

Tangíveis seus reflexos / Tanto segredo
Dedos de sedas prateadas / Numa hora
Nela tudo é alva, doce magma... / Cotidiana

Despida de si, pintada de nada / No poder de adivinhar
Dá-se à noite morena / Pétala vaga
Num vestido transparente / Qual instante indiferente
Gola rendada / À vida votada
Estrelas diadema. / Em noite abandonada

Lua mistério / Minha fraqueza
Abre-se em segredos / Para fora de mim
Pousa seu cântico / Derrete-se
Delírios em meu leito / Pura verdade

Karinna* / Miguel-

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bailarina* Singular-



Bailarina*

Fulgura a Poesia num espelho de prata
Rutilantes os gestos por entre assombros
Desfila imperiosa, tal mulher enfeitiçada
Abrindo veredas nos meus olhos
Por vezes em versos amplos.
Faz mesuras com palavras
Traz nas mãos sagradas as rimas
E corações em laços de fitas.

Em beleza explode imensa
Poesia, tal bailarina
Faz do Amor, graça plena...

Karinna*

***

Singular-

estreita ligação
vida e prova
pode dispensar
transformação...
onde há o palpitar
nos grãos como sementes
os cravos e as rosas!
como bem indicam...

único passo e
boca sequiosa
-fácil trajeto e mulher!-

Miguel-

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ao Sopro dos Versos Em Valsa























Ao Sopro dos Versos

Surpresa tira do sério
Como o tempo resvala
Valsa cingindo nervos...
Luz que despe tentadora
Veste a mente de torpor
Mil cores do amor!

Miguel-

Ao Sopro dos Versos- Em Valsa*

Surpresa tira do sério um átimo colorido
Como o tempo resvala sem cortes, só cores em dança
Valsa cingindo nervos... perpetuando lembranças.
Luz que despe tentadora a pele que me ama
Veste a mente de torpor na poesia que conclama
Mil cores do amor! Somos fôlego e flor!

Miguel- & Karinna*

Em Valsa*

um átimo colorido
sem cortes, só cores em dança
perpetuando lembranças.
a pele que me ama
na poesia que conclama
Somos fôlego e flor!

Karinna*

quarta-feira, 4 de maio de 2011

SER POESIA INTEIRAMENTE



















Poeira Azul-

E nesse devaneio penumbroso
madeixa da tocha
vi transformar-se
em semente novinha em folha
farejando um destino marchetado em carmim
aquele das pétalas cheirosas!

E é sonho recorrente
que navega nas águas de céu
como são teus olhos
jóias profundas de uma alma
que se fala por luzes caras.

A vida te quer sim
e tudo que nela há
voa em teu horizonte
donde partiu
porque faz parte de um colorido
como devem ser e serão
decerto as horas todas
pelos vários planos
da poeira azul que faz este mundo...
-Porque somos quem nos pensa-

Miguel-


Réplica

'Porque somos quem nos pensa'
Um sol escaldante
Uma lua peregrina
Um verso latente de um poema...

'Porque somos quem nos pensa'
Talvez o laço de um cedilha
Um lapso de desejo feroz
O som fulgurante da partilha...

Porque sou o que não fui
Trago nas mãos rubras rimas
Sopro melodias descabidas
Desenho nas vidraças Poesia

Porque sou o que sou
Fito o infinito na letra
Um horizonte sedutor me acena
E toda dor esvai-se estrela...

Karinna*