Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sábado, 28 de maio de 2011

DAS PEDRAS*-






















Há uma certeza
Na lúcida incosciência
De não estar...
Essa, que ronda a tristeza
Em sua memória sem sentido!

Aqui, só ilusão
Tudo são imagens
Como a cor da noite
E desta hora
Fluem na febre mansa agora.

Puro êxtase sem remo
Vai pelo espaço inevitável
E sobre quilha quebrada
Rumo ao caos do solitário mar
Que a solidão aquática celebra.

Pois, nesses sentires ocos
É que decifro certas linguagens
Como a das pedras, sem seus deuses
E a de um poema
Com suas equívocas quimeras!

Miguel-


Das Pedras*

Tenho uma palavra
Um ato a despontar
Como pedras irônicas
Lembrando-me o que não há.

Tenho um poema de flores insaciadas
De homens na labuta
De mulheres acesas
Estirpe de glórias nas lutas.

Tenho um verso inquieto
Emprestando-me tempo
Aluviões da chuva
Indômitas dúvidas.

Tenho uma poesia de incertezas
E sou apenas mais uma voz
Que dá via um lamento
Uma prece
Um juramento...

Eu tenho um poema
No carrossel da vida
E os sinais do céu
Atestam que meu Sol declina
-e nem iniciou o inverno-

Talvez o verso
Faça-se na eternidade das pedras
Ou apenas no simples ato
De viver o agora de fato.

Karinna*

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