Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Margaridas*

 
 
 
Margaridas*


Ou álibi da vida que me fita (MEG)
Ensina-me a viver entre as águas
Pois o verso molha-me a escrita

 
Ou transmuta-me todas mágoas
E serei-te paz entre margaridas
De todos os poemas - margem árdua-
 


Refém do perfume das palavras
Ato-me em laço amarelo na tua alma...


Karinna* & Miguel-

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sente-// A Eternidade*

 
 
 
 
Sente// A Eternidade


Por ti// eram as estrelas
Teu resumo// um nascer de Sol
Olha só!// na noite dos meus olhos...


(Miguel Eduardo Gonçalves)// Karinna*
 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

NO CIMO DA SENSAÇÃO-/QUEBRANTO *





NO CIMO DA SENSAÇÃO



Ardilosa intimidade
Que sustenta árdua paixão,
Escultura que me invade
E se funde à tentação...


Todas as forças dispersas
E o momento se alicerça,


E agora esse dia acima
Da gente, sol em pedaços,
São gestos da pura rima.


Indício claro e propenso
A um fato em pleno consenso!


(Miguel Eduardo Gonçalves)

******


QUEBRANTO *



apraz-me delinear a emoção
palpável e suada
como rosas em pétalas
nos rubros carinhos
onde as peles se dão...


-santa e profana união-


dos meus olhos
nasce a noite sentida
-íntima sensação-
na partilha sou apenas sopro
clara e terna rima
trago-te sagrado
na poesia do coração...

somos feitura dispersa
nos caminhos dos beijos
-rotas de um luxuriante consenso-
das luas que nos amam
nas noites de desejos


-e as manhãs sonham nossa devoção-


Karinna*

quinta-feira, 28 de junho de 2012

De Silêncios e Papoulas*



A voz do silêncio é como o som da cor

Ela a nos pensar e ele orquestrando a flor

Em pauta de estrelas sonho em lantejoulas

Vou além-espaço voando em papoulas

Pequeno horizonte feito de esplendor!

(Miguel Eduardo Gonçalves)

**

E Karinna* complementa:

A voz do silêncio é como o som da cor

-um acorde colore o olhar

minuto rarefeito

enche de brisas o peito-

Ela a nos pensar e ele orquestrando a flor

-pensamento desconhece amarras

e a solidão silenciosa do poeta

vigora num jardim de fonemas-

Em pauta de estrelas sonho em lantejoulas

- meu céu vocifera o brilho

tal majestade na permanência

do que se diz no não dito-

Vou além-espaço voando em papoulas

-dou-me a trégua da paz

num vôo esplendoroso

entre palavras mudas de pétalas-

Pequeno horizonte feito de esplendor!

-desamarro-me do silêncio

embrulho-me de terna cor-

-num campo celeste, de papoulas em flor-

(Miguel &Karinna*)

**
De Silêncios e Papoulas*

um acorde colore o olhar
minuto rarefeito
enche de brisas o peito

pensamento desconhece amarras
e a solidão silenciosa do poeta
vigora num jardim de fonemas

meu céu vocifera o brilho
tal majestade na permanência
do que se diz no não dito

dou-me a trégua da paz
num vôo esplendoroso
entre palavras mudas de pétalas

desamarro-me do silêncio
embrulho-me de terna cor

-num campo celeste, de papoulas em flor-

Karinna*

sexta-feira, 4 de maio de 2012

-azul de céu de mar-





-azul de céu de mar-

Adormeci com um poema / zumbido
Entre o ninho dos meus cílios / e conjugado
Entre declarações silenciosas / de um solitário dia
Como se a alma quisesse ninar meu olhar / sem consentimento
-azul, de céu de mar-

Karinna* & Miguel Eduardo-



zumbido
e conjugado
de um solitário dia
sem consentimento
azul, de céu de mar.


Miguel Eduardo-

sexta-feira, 27 de abril de 2012

-um poema não me basta- / -inquieto pássaro-

 
-um poema não me basta-

se digo paixão
não digo sonho
se escrevo o que meus dedos sangram
pensava que vestia-me poesia
não trajo-me, pois meu corpo é o verbo
e as sedas apenas fantasias

cada rima uma epifania
cada palavra uma golfada
pois não sou poema-ar
sou a própria respiração

meu verso é minha carne
e meu pranto
é só meu tolo coração...

Karinna*
 
 
*****
 
-um poema não me basta- / -inquieto pássaro-

se digo paixão / é o próximo ato
não digo sonho / indomado
se escrevo o que meus dedos sangram / abençoado pranto
pensava que vestia-me poesia / são flores
não trajo-me, pois meu corpo é o verbo / um tocar breve
e as sedas apenas fantasias / como o silêncio faz

cada rima uma epifania / que no olhar se perpetua
cada palavra uma golfada / para além dos momentos
pois não sou poema-ar / saudade intacta
sou a própria respiração / imperceptível

meu verso é minha carne / de gritos povoada
e meu pranto / em que naufrago
é só meu tolo coração... / ínfimo nada!

Karinna* / Miguel-


-inquieto pássaro-

é o próximo ato
indomado
abençoado pranto
são flores
um tocar breve
como o silêncio faz

que no olhar se perpetua
para além dos momentos
saudade intacta
Imperceptível

de gritos povoada
em que naufrago
ínfimo nada
 
 
Miguel-

sábado, 7 de abril de 2012

-tempestade de silêncios- /-queria-te palavra perfeita e nua-



-tempestade de silêncios- /-queria-te palavra perfeita e nua-



queria que brotasse de mim a palavra/ em belíssimo corpo

que mordesse esse teu coração estridente/ como sinto

que tivesse a força do redemoinho/ numa paisagem diferente

do sal que pesa no mar/ a lágrima

das sensações que dançam nas pupilas/ que assim enfeita-se

nos olhares mareados- bailando luar.../ para além de nós...



queria que o silêncio falasse de ti/ segredo maior

do farfalhar dos teus sons que amo/ a cada voz

na linha pudica do verso transgressor/ que a distingue

na realeza das procelas das pétalas/ indomável

dos lírios que nascem no poema em flor.../ leve neblina...



queria que brotasse do meu olhar a palavra/ certeza repetida

que acendesse o luzeiro do teu afeto/ redimido

e de todas as preces recitadas com fé/ rumor da madrugada

com a quentura das estrelas de chumbo/ como cascatas

gritasse tua ânsia do depurar sentidos/ do mundo

em sentimentos de café.../ inesperadamente...



queria que a tempestade fustigasse teu rosto amado/ em cena mágica

e os cheiros de todas as pronúncias/ dos momentos roubados

fossem libertação pura/ afora os gritos

sem cobranças, sem defesas/ sem fronteiras

sem estúpidas renúncias.../ como a luz é verdadeira...



queria-te palavra perfeita e nua./ -alegria de pressentimentos-



Karinna* / Miguel-


Tela: Gauguim

sexta-feira, 9 de março de 2012

DUPLIX















LINGUAGEM-// FESTIVAL*

Pausa da noite // o alarido das cores
Ao tato espalha-se// -noturnas sensações-
Segredo sanguíneo// na seda das dermes

(MEG)// Karinna*

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ROSA AZUL TEU SORRISO

Rosa Azul* / Teu Sorriso

toda flor quer-se jardim / nas ruas povoadas de imagens
-ainda espreito o céu de flores(estrelas)- / -pedaços de sol que iluminam o movimento-
na esperança de enxergar-te pétala / equilibrio que não se dispersa
... azulada, de veludo e macia / por ondas silenciosas
como beijos de pelúcia / cada consentimento cresce...

-a rosa azul ainda sonha- / e acontece
e sou-te franca / renovadamente para além
um verso azulou aqui na minha concha / saudade intacta
e as tuas pegadas são pontos de vida / dádiva deslumbrada
no sonho que de azul véu se veste / na palavra imperceptível
e, ainda convida / ao equilíbrio que sobra!

-e a rosa azul floresce, inda que tardia- / a pairar ao largo das distâncias

os espinhos são apenas detalhes / motivos humanos
teu nome é acolhido no miolo amarelo / pérolas brilhando
pois ainda (a)guardo o azul líquido / o mar inteiro
que escorre do verso que te digo / caminho encantado de um motivo

-e a rosa azul escondeu-se no meu olhar- / como na bela parábola

só por um desprentensioso infinito... / sem sombra ou dor que algo oculte.
Karinna* // Miguel-

sábado, 11 de fevereiro de 2012

EU PROFUNDO- / EU LIBERTO*


EU PROFUNDO



Os tempos escoam do sorriso
Translúcidos, todavia
Pelos caminhos do cérebro
Essa trajetória é objeto dos sentidos.
Por muito tempo
O segredo fora escondido
Como a cor do poente
Que morre jamais
Que se morresse, a choraria...
Ali foi que vi as carruagens pelo céu
O sol de través no mar ofuscando o horizonte
Como febre na desordem de uma alucinação
Prova material do perfume que sinto
E que inexiste...
Não me preocupo tanto mais
Guardo comigo somente um encanto
Que me sacia após ter tido a posse
E, no entanto, agora é um nome apenas.



Miguel Eduardo Gonçalves-




EU LIBERTO



cintilam-me os olhos postos
na grandeza de um céu sem nome
num mar cerebral de sinapses
onde as asas de anjos são de ouro
na epifania encantada da liberdade
-um sonhar sinfônico-
e os beijos são aguados
os vôos céleres de aromas
vislumbro romãs e sachês de lavandas
no entendimento tardio
da plenitude do ser vivo...
viajo nas ternuras da dor
e a compreensão é só um acorde
despretensiosos canto e louvor
sou livre- num ninho entre parênteses-
aninhada no azul, na corola de uma flor.



Karinna*