Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ROSA AZUL TEU SORRISO

Rosa Azul* / Teu Sorriso

toda flor quer-se jardim / nas ruas povoadas de imagens
-ainda espreito o céu de flores(estrelas)- / -pedaços de sol que iluminam o movimento-
na esperança de enxergar-te pétala / equilibrio que não se dispersa
... azulada, de veludo e macia / por ondas silenciosas
como beijos de pelúcia / cada consentimento cresce...

-a rosa azul ainda sonha- / e acontece
e sou-te franca / renovadamente para além
um verso azulou aqui na minha concha / saudade intacta
e as tuas pegadas são pontos de vida / dádiva deslumbrada
no sonho que de azul véu se veste / na palavra imperceptível
e, ainda convida / ao equilíbrio que sobra!

-e a rosa azul floresce, inda que tardia- / a pairar ao largo das distâncias

os espinhos são apenas detalhes / motivos humanos
teu nome é acolhido no miolo amarelo / pérolas brilhando
pois ainda (a)guardo o azul líquido / o mar inteiro
que escorre do verso que te digo / caminho encantado de um motivo

-e a rosa azul escondeu-se no meu olhar- / como na bela parábola

só por um desprentensioso infinito... / sem sombra ou dor que algo oculte.
Karinna* // Miguel-

sábado, 11 de fevereiro de 2012

EU PROFUNDO- / EU LIBERTO*


EU PROFUNDO



Os tempos escoam do sorriso
Translúcidos, todavia
Pelos caminhos do cérebro
Essa trajetória é objeto dos sentidos.
Por muito tempo
O segredo fora escondido
Como a cor do poente
Que morre jamais
Que se morresse, a choraria...
Ali foi que vi as carruagens pelo céu
O sol de través no mar ofuscando o horizonte
Como febre na desordem de uma alucinação
Prova material do perfume que sinto
E que inexiste...
Não me preocupo tanto mais
Guardo comigo somente um encanto
Que me sacia após ter tido a posse
E, no entanto, agora é um nome apenas.



Miguel Eduardo Gonçalves-




EU LIBERTO



cintilam-me os olhos postos
na grandeza de um céu sem nome
num mar cerebral de sinapses
onde as asas de anjos são de ouro
na epifania encantada da liberdade
-um sonhar sinfônico-
e os beijos são aguados
os vôos céleres de aromas
vislumbro romãs e sachês de lavandas
no entendimento tardio
da plenitude do ser vivo...
viajo nas ternuras da dor
e a compreensão é só um acorde
despretensiosos canto e louvor
sou livre- num ninho entre parênteses-
aninhada no azul, na corola de uma flor.



Karinna*