Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sábado, 26 de outubro de 2013

Orquídea Azul*

 
 
 
 
Orquídea Azul*

eu queria uma orquídea azul
um sol aquecendo as pétalas
um verso perfumado
que atravessasse minhas artérias.

eu queria uma orquídea azul
um carinho soprado de vida
entre meus dedos longos ...

sentir-me entre as rugosas fímbrias.

eu queria uma orquídea azul
como se fosse um teu beijo
de olhos da fé que me comovem
sentir-me corpo de um poema jovem.

ah, eu queria uma orquídea azul
mas que fosse tua parte próxima
esse sonho que dorme nas minhas pestanas
como amor-flor que me ama.

eu queria uma orquídea azul.

Karinna*
 
**
 
eu queria uma orquídea azul / qual rima por saída
um sol aquecendo as pétalas / a madrugada me traga
um verso perfumado /certa mente incendiada
que atravessasse minhas artérias.

eu queria uma orquídea azul / por seus afagos de sabores
um carinho soprado de vida / exatamente como espero
entre meus dedos longos / translúcidos regatos
sentir-me entre as rugosas fímbrias.

eu queria uma orquídea azul / sentida cumplicidade
como se fosse um teu beijo / que segredos vão regendo
de olhos da fé que me comovem / e que os sentidos outorgam
sentir-me corpo de um poema jovem.

K* / M-
 
**
 
qual rima por saída
a madrugada me traga
certa mente incendiada
por seus afagos de sabores
exatamente como espero
translúcidos regatos
sentida cumplicidade
que segredos vão regendo
e que os sentidos outorgam
qual rima por saída
 
 
Miguel-
 
**
*

domingo, 13 de outubro de 2013




DESEJO// LINHA TIMBRADA

Limiar// tênue ardor
Entre a Essência de Tudo// plenitude partilhada
E o Sagrado Profano// no íntimo dos íntimos

Miguel // Karinna*

DUPLIX



PENSAMENTO// VIAGEM DO CORAÇÃO

Fresquinho// sem pejos
Distante na memória// brisa amorosa
Carinho// suave canção

Miguel // Karinna*

sábado, 3 de agosto de 2013


Amado* / Amada-




Responda-me se tu puderes... / Será alma?

De onde virá essa gana em escrever-te? / Telepatia?

Ansiar-te é como modelar sonhos que nunca adormecem, / Sem ninguém a se intrometer,

Cantar-te é beber água límpida da vertente donde vieste. /Mente sobre a matéria é o que conta.

Escrevo-te como se morasse em tua aguerrida alma / Aquele clarão que encerra a eternidade

Mesmo que não te alcance em teus caminhos / Te sobrepujará,

Que meus versos não te toquem, não te aproximam. / Até involuntariamente...

Mas há essa saudade amorosa em meus ombros / Que mitiga espaço e tempo

E os dedos enchem-se da emoção da tua existência / Na esperança de cada palpitar

Os lábios em lilás acordam o desejo da tua presença. / Também o clima da imaginação.

E no abraçar-te assim... na utopia dos abraços / O dom vívido que arrebata,

Essa saudade do que não tenho me invade / Tão semelhante à realidade que traz,

Quando tua fronte guerreira no meu pensar faz claridade. / Será porque a primeira impressão foi a verdadeira,

Como então não escrever-te do meu desejo que te aguarda / Que não se consome como frágil voz

Do meu carinho que te chama e sussurra em tua alma? / E vive na ardorosa palavra que não jaz latente?

E nessa vigília infinda do meu querer te querer / Revela-se a fartura de um tesouro, creio,

Sempre despede-se a tristeza do meu olhar / E dele se priva até o tempo pelo sonho,

E no regaço morno da alegria acorda o som glorioso de te amar. / Inquieto vagar!

Nessas noites desejosas de ti as estrelas me buscam / Suavidade é o que espelhas,

Os beijos das minhas palavras pousam no teu peito / Influis no sossegar do coração

E a Lua...essa sombreada de amores / Como aquela rosa...

Na curva crescente... prostra-se em uma prece reverente / Saudade recidiva e tão premente

Na busca de um próximo encontro nosso, / É desejo infindo...

A Lua e a Vida espelham-se crentes / Objetivando a existência!

K* / M-

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Intenso*-

 
 
 
Intenso*-
 
 
 
na dobra de uma página em branco / por entre uma linha estilizada
jaz um poema que nunca chorou / todo a vibrar
um verso que sempre te quis / instante em comunhão
uma brisa que despenteia teu cabelo / pelos terraços da razão
como um sopro no ombro / que tudo alvoroça
e tu te viras e nada está ali / além do entusiasmo
a não ser a sensação plena / o grande salto
do verbo que se tem entre as mãos / pelos cenários vida afora
como uma carta em branco / ou caminhos de ciganos
mas transbordante de significado/ como palavra viva e calada
avolumada de sentires e emoção / possessa e pasma


sim- sou eu- / essa esquiva
poesia inscrita na tua pupila /atmosfera
como um rasgo de ternura / em carrossel de sonhos


sim-sou eu- / a viver de imagens
um vento doce a respirar-te / os segredos
os teus aromas de amores / soltos, dispersos


sim-és tu- / inesperadamente
a me virar o coração do avesso / essa pluma de ternura
como dono e senhor de todos meus segredos. / imensa lucidez!


K* / M-


domingo, 14 de abril de 2013

SUSSURROS*





Sussurros*



trago-te um sonho / súbita aspiração

uma mescla de ternuras / em busca de símbolos

essas que pintam olhares / entre lealdades

que atam sussurros / de secretas filosofias

que colhem beijos em brisas.../ submissas



trago-te um sonho / em luz real do sol

uma lucidez tênue / mesclada à escuridão

embargada de emoção / esse desenho mágico

de mãos de areias mornas / como nossas noites

súplicas silentes de carícias... bailarinas!



trago-te um sonho / da noite cerebral

um verbo absurdo / do tudo que é nada

contornado de estrelas / e possível

como lembranças não vividas / transformada harmonia em solidão

num luar na praia- fabuloso diadema- / eco projetado da maravilha interior



deixo-te um sonho e a(guardo-te) / nada está mudado

espera que se exaure / apenas a eternidade sabe-se

alma que se diz: / feliz quando apareceste em meu silêncio

por favor, não tardes em vir / acrescentando mundo

pois meu olhar cansa-se / enquando lhe faltava vida

e o mar chora sem ti... / devagar como chuva sem vento



-ofereço-te um sonho- / -magnífica visão universaL-



Karinna* / Miguel-

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dueto Karinna* & Miguel-

 
 
 
 
-qual renascer numa lágrima-



como vislumbro-te suficiente é o meio segundo

no resquício dos meus versos onde tudo começa

molhadas letras, sem rumos essa química protagonista

apenas sonho e querer incerteza que entra em crise

um dia, uma linha e a mente está no corpo

um horizonte futuro bem no íntimo



escorro aflita na face do papel e na eternidade do tempo

busco-te na porosidade o consenso dos argumentos

na minha solidão de ser tua em perfeição bilateral

antes da primeira lágrima que ceva o enamoramento

uma era antes da minha orfandade da liberdade de ser



enlouquece-me esse renascer-me em ti tão espiritual

lágrima teimosa que sou como se intui na intimidade

pois sinto-te nas auroras alaranjadas da absoluta necessidade

nos entardeceres róseos do dar-se

e no marinho das noites onde se fundem as harmonias

que são eternamente nossas... sem nenhuma responsabilidade



renasço a cada pensamento teu no sentimento exatamente

em cada golfada do teu ar há perfeição do instante

sou vitoriosa basta olhar em redor

a morte assombrada desfaz-se

ante o amor que se faz desejo satisfeito

recolhe-se, vai embora e volta paixão



peço-te -para o tempo-

deixa-me escorrer na tua face a cada detalhe do fascínio

e reviver em teu lábio que amo a sensação tátil

pois de nada adianta-me viver um minuto a mais -essa a eternidade que me peço-

se não for para estar vestida das sedas da saudade / onde tudo é recomeço

entre teus sonhos reais na exclusividade dos cânticos



-somos filhos de uma quântica vontade- / -que linguagem é mais sincera?-



Karinna* / Miguel-

sábado, 30 de março de 2013

DUPLIX




Júbilo // Sem par

o Sol traz um verso // em cada afago
os dias ardem // desejos vários
nas palavras que soletro // como vêm

Karinna* // Miguel-

sexta-feira, 29 de março de 2013

Esse desejo...

 
 
 
Esse desejo...


  Esse desejo que se torna desejado
Porque em ti cala, faz na ideia o que afiança
Vem como chama germinando em rebolado


  É insaciável como sol que não descansa
Se nele está, da humanidade o seu traslado
Viva escultura nesse enleio é-me cobrança


  E sem saída então me ponho a descoberto
Porque em verdade és tu que ficas bem mais perto


  (Miguel Eduardo Gonçalves)



 em verdade és tu que ficas bem mais perto
quando a divisa se faz no teu horizonte
onde repousam as vontades sem nexo


 apenas de doçura e sonho brilhante
sensação de corpo em amplexo
nesse cantar-te assim vibrante


 e dou-te meu puro segredo
-somos sol e lua sem medos-


 Karinna*



domingo, 17 de fevereiro de 2013

DUPLIX



Instintual// Primordial*




Festim// entre os meus sentidos

Lascivo// teu corpo amor

Vital// nosso arrepio


Miguel-// Karinna*

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

DUPLIX



Ebulição// Fumegante Delícia*



Força da beleza// a incandescência das noites

Teima em piruetas// o corpo ensina

Sedução// do desejo, a realeza



Miguel// Karinna*

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Síncope*

 
 
Síncope*


Espraio-me no corpo celeste do verso
Como se estrelas em mar me beijassem
Solitárias viagens que nunca foram
...
Não sendo, esmaecidas nos idílicos dias
-sei-me flor no cume desse monte-


Varro dos olhos toda a impureza
Mordo o pêssego da palavra
Sem tradução um sentimento
Das faces, a poesia resvala
-fértil flora, fecundo ventre, lâmina imola-


É dor e se há sofrimento
O grito escapa das borboletas nos dedos
Se faz dia na ponta do lápis
Sou chuva, meteoro, ungüento
-uma prece em sopro, verbo em juramento-


No fim das águas, aberta a cascata
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre
No horizonte a poesia em sede
Na pétala desbragada do verso colho-me
-em concha de poema urgente-


Karinna*
 
 
**--**
 
Síncope*-
 
Espraio-me no corpo celeste do verso realizáveis e lúcidas inspirações
Como se estrelas em mar me beijassem lá encontro os propósitos
Solitárias viagens que nunca foram como a realidade que é sonho
Não sendo, esmaecidas nos idílicos dias nenhuma certeza é propósito algum...
-sei-me flor no cume desse monte- emudeço para me entender melhor!
 
Varro dos olhos toda a impureza, limpo e puríssimo gesto
Mordo o pêssego da palavra para que lhe possa colher o gosto
Sem tradução um sentimento -sublime e único sabor-
Das faces, a poesia resvala que se manifesta enquanto me passa...
-fértil flora, fecundo ventre, lâmina imola- esse paraíso me enrosca!
 
É dor e se há sofrimento pois é da natureza
O grito escapa das borboletas nos dedos lírico como o viver persiste
Se faz dia na ponta do lápis nas palavras que nasceram vento
Sou chuva, meteoro, ungüento, e o claro dia!
-uma prece em sopro, verbo em juramento- alto pensamento...
 
No fim das águas, aberta a cascata uma dispersão acena
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre- ao poeta o quase vislumbrado
No horizonte a poesia em sede nas vontades diversas
Na pétala desbragada do verso colho-me- o disfarce incessante das estações...
-em concha de poema urgente- sinergia de palavras raras!
 
Karinna* / Miguel-
 
**--**
 
 
Síncope-
 
Realizáveis e lúcidas inspirações
Lá encontro os propósitos
Como a realidade que é sonho
Nenhuma certeza é propósito algum...
Emudeço para me entender melhor!
 
Limpo e puríssimo gesto
Para que lhe possa colher o gosto
Sublime e único sabor
Que se manifesta enquanto me passa...
Esse paraíso me enrosca!
 
Pois é da natureza
Lírico como o viver persiste
Nas palavras que nasceram vento
E o claro dia!
Alto pensamento...
 
Uma dispersão acena
Ao poeta o quase vislumbrado
Nas vontades diversas
O disfarce incessante das estações...
Sinergia de palavras raras!
 
Miguel-

domingo, 6 de janeiro de 2013

Eternidade*-

 
 
 
Eternidade*-
 
agarras-me com teus olhos tão graves
e o sonho é só um detalhe... quem possa conhecê-los


um fio tênue de razão que há na fantasia
teima caiar o beijo muito da ousadia
nunca sentido na pele o jeito humano
contudo, absorvido no verso -algo supremo
sem realidades, nem bebedeiras, como o desejo
apenas coragem, sabor e olfato... dos corações sossegadamente


tal qual definir Amor que não se ausenta
tentativa vã de ser numa lágrima
mesmo quando a noite embriaga-se o destino da esperança
de tanto não ter... se acha tido


-Amor eternizado na palavra que se tem- porque assim o sinto partido...


Ka* / MEG