Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Síncope*

 
 
Síncope*


Espraio-me no corpo celeste do verso
Como se estrelas em mar me beijassem
Solitárias viagens que nunca foram
...
Não sendo, esmaecidas nos idílicos dias
-sei-me flor no cume desse monte-


Varro dos olhos toda a impureza
Mordo o pêssego da palavra
Sem tradução um sentimento
Das faces, a poesia resvala
-fértil flora, fecundo ventre, lâmina imola-


É dor e se há sofrimento
O grito escapa das borboletas nos dedos
Se faz dia na ponta do lápis
Sou chuva, meteoro, ungüento
-uma prece em sopro, verbo em juramento-


No fim das águas, aberta a cascata
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre
No horizonte a poesia em sede
Na pétala desbragada do verso colho-me
-em concha de poema urgente-


Karinna*
 
 
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Síncope*-
 
Espraio-me no corpo celeste do verso realizáveis e lúcidas inspirações
Como se estrelas em mar me beijassem lá encontro os propósitos
Solitárias viagens que nunca foram como a realidade que é sonho
Não sendo, esmaecidas nos idílicos dias nenhuma certeza é propósito algum...
-sei-me flor no cume desse monte- emudeço para me entender melhor!
 
Varro dos olhos toda a impureza, limpo e puríssimo gesto
Mordo o pêssego da palavra para que lhe possa colher o gosto
Sem tradução um sentimento -sublime e único sabor-
Das faces, a poesia resvala que se manifesta enquanto me passa...
-fértil flora, fecundo ventre, lâmina imola- esse paraíso me enrosca!
 
É dor e se há sofrimento pois é da natureza
O grito escapa das borboletas nos dedos lírico como o viver persiste
Se faz dia na ponta do lápis nas palavras que nasceram vento
Sou chuva, meteoro, ungüento, e o claro dia!
-uma prece em sopro, verbo em juramento- alto pensamento...
 
No fim das águas, aberta a cascata uma dispersão acena
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre- ao poeta o quase vislumbrado
No horizonte a poesia em sede nas vontades diversas
Na pétala desbragada do verso colho-me- o disfarce incessante das estações...
-em concha de poema urgente- sinergia de palavras raras!
 
Karinna* / Miguel-
 
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Síncope-
 
Realizáveis e lúcidas inspirações
Lá encontro os propósitos
Como a realidade que é sonho
Nenhuma certeza é propósito algum...
Emudeço para me entender melhor!
 
Limpo e puríssimo gesto
Para que lhe possa colher o gosto
Sublime e único sabor
Que se manifesta enquanto me passa...
Esse paraíso me enrosca!
 
Pois é da natureza
Lírico como o viver persiste
Nas palavras que nasceram vento
E o claro dia!
Alto pensamento...
 
Uma dispersão acena
Ao poeta o quase vislumbrado
Nas vontades diversas
O disfarce incessante das estações...
Sinergia de palavras raras!
 
Miguel-

2 comentários:

Karinna* disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Karinna* disse...

*Lendo, minuciosamente, percebe-se a riqueza desse assombro que é escrever Poesia...nuances, sabores, toques, visões, essências...a palavra versada é uma atitude da alma. Estar ao teu lado, um prazer imenso.
Emocionei-me. Um beijo de admiração. K*