Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

domingo, 14 de abril de 2013

SUSSURROS*





Sussurros*



trago-te um sonho / súbita aspiração

uma mescla de ternuras / em busca de símbolos

essas que pintam olhares / entre lealdades

que atam sussurros / de secretas filosofias

que colhem beijos em brisas.../ submissas



trago-te um sonho / em luz real do sol

uma lucidez tênue / mesclada à escuridão

embargada de emoção / esse desenho mágico

de mãos de areias mornas / como nossas noites

súplicas silentes de carícias... bailarinas!



trago-te um sonho / da noite cerebral

um verbo absurdo / do tudo que é nada

contornado de estrelas / e possível

como lembranças não vividas / transformada harmonia em solidão

num luar na praia- fabuloso diadema- / eco projetado da maravilha interior



deixo-te um sonho e a(guardo-te) / nada está mudado

espera que se exaure / apenas a eternidade sabe-se

alma que se diz: / feliz quando apareceste em meu silêncio

por favor, não tardes em vir / acrescentando mundo

pois meu olhar cansa-se / enquando lhe faltava vida

e o mar chora sem ti... / devagar como chuva sem vento



-ofereço-te um sonho- / -magnífica visão universaL-



Karinna* / Miguel-

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dueto Karinna* & Miguel-

 
 
 
 
-qual renascer numa lágrima-



como vislumbro-te suficiente é o meio segundo

no resquício dos meus versos onde tudo começa

molhadas letras, sem rumos essa química protagonista

apenas sonho e querer incerteza que entra em crise

um dia, uma linha e a mente está no corpo

um horizonte futuro bem no íntimo



escorro aflita na face do papel e na eternidade do tempo

busco-te na porosidade o consenso dos argumentos

na minha solidão de ser tua em perfeição bilateral

antes da primeira lágrima que ceva o enamoramento

uma era antes da minha orfandade da liberdade de ser



enlouquece-me esse renascer-me em ti tão espiritual

lágrima teimosa que sou como se intui na intimidade

pois sinto-te nas auroras alaranjadas da absoluta necessidade

nos entardeceres róseos do dar-se

e no marinho das noites onde se fundem as harmonias

que são eternamente nossas... sem nenhuma responsabilidade



renasço a cada pensamento teu no sentimento exatamente

em cada golfada do teu ar há perfeição do instante

sou vitoriosa basta olhar em redor

a morte assombrada desfaz-se

ante o amor que se faz desejo satisfeito

recolhe-se, vai embora e volta paixão



peço-te -para o tempo-

deixa-me escorrer na tua face a cada detalhe do fascínio

e reviver em teu lábio que amo a sensação tátil

pois de nada adianta-me viver um minuto a mais -essa a eternidade que me peço-

se não for para estar vestida das sedas da saudade / onde tudo é recomeço

entre teus sonhos reais na exclusividade dos cânticos



-somos filhos de uma quântica vontade- / -que linguagem é mais sincera?-



Karinna* / Miguel-