Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

sábado, 20 de dezembro de 2014

Segundos eternos-// Amor fora de si*// Mel-// Frenesi*

 
 
 
Segundos eternos-// Amor fora de si*// Mel-// Frenesi*
 
 
famélica// rima vontade// é perfume da pele// apetece afrodite
boca// assanha// forte e violentamente// suamos louca noite
saliva// sangrando poema// virgem// beijos de incisivos
 
Miguel-// karinna*// Miguel-// Karinna*
 
img - darren holmes

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

INDIZÍVEIS-// DETALHES*

 
 
 
 
INDIZÍVEIS-// DETALHES*
 
 
são latentes// arpejos íntimos
como flashes// pernoitam em plenitude
indo ao pico// na linha do nosso verso
 
Miguel-// karinna*

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

INTERLÚDIO// COMPROMISSO// SINGULAR

 
 
 
INTERLÚDIO// COMPROMISSO// SINGULAR
 
 
alma partilhada// sentir completo// silêncios e volúpias
entre o azul e o gris// insuperável// indizível sensação
mosaico de beijos// conforto emocional// no plural
 
 
karinna*// Miguel// karinna*

Assim-// Será para Sempre*

 
 
Assim-// Será para Sempre*

Bem lá dentro// nossa linha amante
A me trazer o céu// ofício da palavra amorosa
De onde o pensamento está// nas entrelinhas, Amor!

Miguel-// Karinna*

domingo, 7 de dezembro de 2014

BALÉ- FATAL*

 
 
 
BALÉ-
 
 Em piruetas
Pequenos pés
Carícias badalam.

Vaporosas penugens...
Elevam o tom dos aplausos
Como soa na plateia a ebulição!
 
Estado de espírito
Que teima, no escapar da sedução
Maga, como a força da beleza de uma flor
 
 
-*-*-*-*-*-*-
 
BALÉ- FATAL*
 
Em piruetas, emaranhada,
Pequenos pés, em teus fios.
Carícias badalam. Vibrações modulam
-pernoitam apelos e arrepios-
 

Vaporosas penugens... mãos bailarinas
Elevam o tom dos aplausos, a luz no tablado.
Como soa na plateia a ebulição! Pulsar de dentro!
-coreografia passional e a solidão termina-
 
Estado de espírito marcamos o tempo
Que teima, no escapar da sedução, vapores dourados
Maga, como a força da beleza de uma flor, um jardim poema
-intima dança, tremulando significados-
 
 
-*-*-*-*-*-*-
 
FATAL*
 
emaranhada,
em teus fios.
Vibrações modulam
-pernoitam apelos e arrepios-
 
 
mãos bailarinas
a luz no tablado.
Pulsar de dentro!
-coreografia passional e a solidão termina-
 
marcamos o tempo
vapores dourados
um jardim poema
-intima dança, tremulando significados-
 
Karinna*
 
 
 
 
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ORATÓRIA // POSSE // ENXAME DE DESEJO // ÁPICE

 
 
ORATÓRIA // POSSE // ENXAME DE DESEJO // ÁPICE
 
 
lê-me o sexo // que é lei // corpo estirado // que se eterniza
rubra enchente // indisfarçável // faz taça o umbigo // e germina
mínimas palavras // veredito // beijo escudeiro// libido
 
 
KARINNA* // MIGUEL-// KARINNA* // MIGUEL-

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Urgente...- // Inquestionável*

 
 
 
 
Urgente...- //  Inquestionável* 


Que mais será, // se já somos
Se já temos //
entre meteoritos
A noite?
// o ápice?

 
Miguel- // karinna*

sábado, 22 de novembro de 2014

Vontade de nós*-

 
 
Vontade de nós*-
 
 
Da essência aliciante
Fio no labirinto do querer
Incandescente
Reino das palavras um suspiro
Troféu acelerado
Arroubos de sonhos mútuos
Em nós, a suprema vontade.

 
Miguel- &  Karinna*

terça-feira, 11 de novembro de 2014

-azul, céu de mar-*


-azul, céu de mar-*

 

Adormeci com um poema de sonhar-te
Entre o ninho dos meus cílios brincando
Entre declarações silenciosas de eternidade
Como se a alma quisesse ninar meu olhar voando mundos
-azul, céu de mar-


Adormeci com teu verso entre os dedos e a liberdade
E as palmas das mãos repletas de ti em cada instante
Num poema de desassossego entre os astros
Entre areais e marulhos emocionantes
Segui as rotas que me deste da história
Perdi-me do meu racional mundo embriagante


E já não sei se eram estrelas a verdade
Os piscares no meu peito sequioso uma graça
Ou se flores silvestres os teus traços
Perfumadas e doces majestades
Aromas de nós nas palavras siderais
Rastros de um amor terrestre princípio e fim


Acordei com teu poema viajante
Entre uma Lua tímida que passa
E um Sol corajoso num crescendo
E no mar de nós oceânico desejo
Senti-me verso amoroso torpor meticuloso


-adormeci poesia, acordei poema e sonho-




 
Karinna* e Miguel Eduardo Gonçalves-

Estado de Espírito- Delirium*

 
 
Estado de Espírito-

Subconsciente vem à tona
Lá das profundezas da razão
Para atapetar a vida e sensibilidades...

Mostrando-se beleza não qualquer...
 
Um sentido de sensualidade
Dá cor aos sentimentos
Escondidos no âmago do impreciso
Que sensorial visão exterioriza!

E isso não é tudo
Mas apenas vontade aguçada
Repassando a esperança...
Necessidade de dizer mais.

Miguel Eduardo Gonçalves-

****
 
Estado de Espírito- Delirium*

Subconsciente vem à tona quando guardo-te
Lá das profundezas da razão, em sintonia de tons
Para atapetar a vida e sensibilidades... um florido caminho

Mostrando-se beleza não qualquer... labirinto espetacular!
-fios de delicias em tramado bonito-
 
Um sentido de sensualidade ritmo crescente
Dá cor aos sentimentos traz teus impulsos tão meus
Escondidos no âmago do impreciso fortaleza versada
Que sensorial visão exterioriza! Arpejos da ilusão sentida!
-um bordado de solidão acompanhada-

E isso não é tudo sempre infinito
Mas apenas vontade aguçada de plenitudes
Repassando a esperança... cúmplice instante
Necessidade de dizer mais. Um jardim de supremas flores.
-vapores azulados  em poesia diamante-

Miguel Eduardo Gonçalves- & Karinna*

****

Delirium*

quando guardo-te
em sintonia de tons
um florido caminho

labirinto espetacular!
-fios de delicias em tramado bonito-

ritmo crescente
traz teus impulsos tão meus
fortaleza versada

Arpejos da ilusão sentida!
-um bordado de solidão acompanhada-

sempre infinito
de plenitudes
cúmplice instante
Um jardim de supremas flores.
-vapores azulados  em poesia diamante-


Karinna*

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Aos afagos..-. Famintos*




Aos afagos..-. Famintos*

O impossível de dizer
Veleiros de versos navegam
Nos olhares de jardins
São flores dos nossos ventos
No encadear das luzes beijos

Como pétalas, teus lábios
Encerram o primórdio dos sorrisos
São de amores os veludos que desfrutamos
As palavras não ditas, são beijadas
São orações de Amor, sussurradas.

O silêncio transportava 
Uma era longínqua, entre trevas
Quando primitivos eram os sentimentos
Nas enseadas de águas brandas
Como são agora as carícias da nossa poesia louca.

Miguel- & Karinna*



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Em Fluorescência *-

 
 
Em Fluorescência *- 

 
Imensidão espreita as vontades
não suportam palavras
Comportas de ardente precipício
 indomáveis chamas
Partículas de mútuas estrelas
que se estendem à minha noite
 

Nascem luminosos flancos
distantes de conseguir o dia
O açoite da paixão nua
teus merecidos bens
Rendição cobiça
movendo a solidão

 
-anagrama da lua- ...entra por uma flor

 
Espasmos de fogo fátuo na íris
no círculo da vida
Esquartejam-se gemidos
orvalhados no crepúsculo  
-em lábios cerejas- ...inquietos e sem mistério
 

espera-se apoteose na pele de leite
-como a lua fosforesce-
 

Karinna* & Miguel Eduardo Gonçalves-

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Em concha- // No Recôndito de Nós*

 
 
 
Em concha- // No Recôndito de Nós*
 
 
Envolto // num gozo labial
Beijo // a zumbir
Na ponta dos dedos // enxame de sabores
 
 
 
Miguel Eduardo Gonçalves- // Karinna*

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Carícia Solar*// De Momentos-

 
 
 
Carícia Solar*// De Momentos-
tua voz de Sol// noite inteira
um toque// busca rumo
borboleta-flor.// sem limites.

Karinna* // Miguel -

quarta-feira, 2 de julho de 2014

-Harmonia que se inventa- numa rua de saibros e alfazemas...

 
 
 
 
 
 
-Harmonia que se inventa- numa rua de saibros e alfazemas...

*a lua sussurra teu nome na minha nuca e o arrepio d'alma se alonga pelas palavras que nascem dos meus dedos sentidos.
o sentimento cada hora mais sentimento completo percebe o que a emoção não pode explicar por ser alegria sobre-humana.
insolente ternura me atinge os ossos e as estrelas tremem ante o cintilar do sentimento nesse céu de horas largas... virtual felicidade deixa um nome ficar sobre as sereias do ser raízes vorazes dos densos pressentimentos calados no silêncio...
um coral de anjos entoa o som da solidão de sermos ponteiros de um relógio amoroso. cada minuto soletrado do teu nome na minha boca lilás, é como degustar um amor em letras de ouro, como se fosses minha extensão de lapidados sonhos. sem falsos sentidos dúbios que lágrimas ao vento possam dispersar,  o sangue navega sem parar rumo ao inesperado encanto infinito dessa virtual felicidade pela qual se dá a vida por necessidade instintiva.
desenho-te em cada alvorada e a cada anoitecer te guardo no horizonte do meu olhar tristonho. assim  o natural distanciamento posto entre nós é como a luz suave de um sol que nos reflete a sombra...
sim, sou apenas verso, esperança redentora de um frágil poema, numa linha timbrada,
numa rua de saibros e alfazemas... sinto que sou poesia espalhada por essa  ventania
 em quadros  de verdades que desfiguram a solidão!

Karinna* e Miguel-

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sinfonia*-





Sinfonia*- 

karinna & Miguel Eduardo Gonçalves-

minha voz é alma sou presença e candura
os lábios se foram porque se presumem
-as madrugadas são soturnas- como as formosuras
com as marés dos dias não se fingem
absortos- apenas desenganos- memórias do mundo

-minha voz é alma, e eu declamo- sou pensamento

minha palavra é alma que o tempo adoça
não há papel que a suporte em tamanha realidade
nem linha que a tolere minha breve sorte
tal imensidão das horas me redima
desse absurdo sentir que até o amor consente

-meu amor é alma por um triz- beiro o firmamento

meu olhar é alma enluarada
e os receios são tantas borboletas voando em liberdade
como estrelas num tapete azul temperando o infinito
sem pespontos, nem dobras sem fantasias
talvez sonho e foz que os versos possam ter

meu olhar é alma sonhadora razão
e eu apenas sou fuga minha companheira
vestida das tantas letras - cada partida
fugitiva das muitas luas rumo aos sóis

-minha alma é nua voz- onde as dúvidas se perdem

Karinna* & Miguel-



terça-feira, 24 de junho de 2014

Semente- Pórtico de Paraíso*

 
 
Semente-

Entre a voz que extasia
Arrepia-se de cócegas
Tem o hálito e a cor
Vaporosos que fluem...


Na vida além do éter
É ilusão que não finge
Como noite em vagalumes
Ou nevoa que paira e desce

Miguel Eduardo Gonçalves-
 
**
 
Semente-  Pórtico de Paraíso*

Entre a voz que extasia uma íntima procissão
Arrepia-se de cócegas  na pele biombos de fogo
Tem o hálito e a cor -são nascentes os sentidos-
Vaporosos que fluem... na colheita lunar do teu rosto...


Na vida além do éter tal refúgio luminoso
É ilusão que não finge no tinir dos suores
Como noite em vagalumes -as estrelas incrustadas na fronte-
Ou nevoa que paira e desce nas colheitas dos amores
-como manhãs de sorrisos frouxos-


 Miguel Eduardo Gonçalves-  &  Karinna*
 
**
 
Pórtico de Paraíso*
 
uma íntima procissão
na pele biombos de fogo
-são nascentes os sentidos-
na colheita lunar do teu rosto...
 
tal refúgio luminoso
no tinir dos suores
-as estrelas incrustradas na fronte-
nas colheitas dos amores
-como manhãs de sorrisos frouxos-
 
Karinna*
 
 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

DA PAIXÃO AMOROSA, ENSAIO*-

 
 
 
DA PAIXÃO AMOROSA, ENSAIO
 
somos o som indócil hoje à mercê da atração
no afã de ter a graça, mergulhado no galope
o fogo de um amoroso acorde, um grito que aumenta
sem pudores nos inventa necessário
toda, dos corpos, a grandeza, consciente testemunha

um nu poema, que beleza faz desejo
entre abraços  úmidos como cascatas de sais
- o olor sagrado- se distingue em cada gesto
beijos desmemoriados nesses lábios as repetem
a grafia acesa... labaredas aflorando pelos líquens

lua solar, nossa  galáxia, esse imenso desenhado
o querer-te na aurora, redimido e indomável
o sempre, o agora sobrevive ao derradeiro
as doçuras das línguas povoando as madrugadas
orgasmos em palavras, encantadas bailarinas
- de amores, a paixão nos traga-
 
Karinna*  &  Miguel Eduardo Gonçalves-


ENSAIO DA PAIXÃO AMOROSA-*

 
 
 
ENSAIO-
 
Hoje à mercê da atração
Mergulhado no galope
Um grito que aumenta o fogo
Nos inventa necessário
Consciente testemunha
 
Que beleza faz desejo
Como cascatas de sais
Se distingue em cada gesto
Nesses lábios as repetem
Aflorando pelos líquens
 
E esse imenso desenhado
Redimido e indomável
Sobrevive ao derradeiro
Povoando as madrugadas
Encantadas bailarinas
 
Miguel Eduardo Gonçalves-
 
-*
 
ENSAIO  DA PAIXÃO AMOROSA
 
Hoje à mercê da atração somos o som indócil
Mergulhado no galope no afã de ter a graça
Um grito que aumenta o fogo de um amoroso acorde
Nos inventa necessário sem pudores
Consciente testemunha , toda, dos corpos, a grandeza
 
Que beleza faz desejo um nu poema
Como cascatas de sais entre abraços  úmidos
Se distingue em cada gesto- o olor sagrado-
Nesses lábios as repetem,  beijos desmemoriados
Aflorando pelos líquens a grafia acesa... labaredas.
 
E esse imenso desenhado, lua solar, nossa  galáxia
Redimido e indomável o querer-te na aurora
Sobrevive ao derradeiro o sempre, o agora
Povoando as madrugadas as doçuras das línguas
Encantadas bailarinas , orgasmos em palavras
- de amores, a paixão nos traga-
 
Miguel Eduardo Gonçalves  &  Karinna*
 
*
 
DA PAIXÃO AMOROSA
 


somos o som indócil
no afã de ter a graça
o fogo de um amoroso acorde
sem pudores
toda, dos corpos, a grandeza

um nu poema
entre abraços  úmidos
- o olor sagrado-
beijos desmemoriados
a grafia acesa... labaredas.

lua solar, nossa  galáxia
 o querer-te na aurora
o sempre, o agora
as doçuras das línguas
 orgasmos em palavras
- de amores, a paixão nos traga-
 
Karinna*