Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

quarta-feira, 2 de julho de 2014

-Harmonia que se inventa- numa rua de saibros e alfazemas...

 
 
 
 
 
 
-Harmonia que se inventa- numa rua de saibros e alfazemas...

*a lua sussurra teu nome na minha nuca e o arrepio d'alma se alonga pelas palavras que nascem dos meus dedos sentidos.
o sentimento cada hora mais sentimento completo percebe o que a emoção não pode explicar por ser alegria sobre-humana.
insolente ternura me atinge os ossos e as estrelas tremem ante o cintilar do sentimento nesse céu de horas largas... virtual felicidade deixa um nome ficar sobre as sereias do ser raízes vorazes dos densos pressentimentos calados no silêncio...
um coral de anjos entoa o som da solidão de sermos ponteiros de um relógio amoroso. cada minuto soletrado do teu nome na minha boca lilás, é como degustar um amor em letras de ouro, como se fosses minha extensão de lapidados sonhos. sem falsos sentidos dúbios que lágrimas ao vento possam dispersar,  o sangue navega sem parar rumo ao inesperado encanto infinito dessa virtual felicidade pela qual se dá a vida por necessidade instintiva.
desenho-te em cada alvorada e a cada anoitecer te guardo no horizonte do meu olhar tristonho. assim  o natural distanciamento posto entre nós é como a luz suave de um sol que nos reflete a sombra...
sim, sou apenas verso, esperança redentora de um frágil poema, numa linha timbrada,
numa rua de saibros e alfazemas... sinto que sou poesia espalhada por essa  ventania
 em quadros  de verdades que desfiguram a solidão!

Karinna* e Miguel-

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sinfonia*-





Sinfonia*- 

karinna & Miguel Eduardo Gonçalves-

minha voz é alma sou presença e candura
os lábios se foram porque se presumem
-as madrugadas são soturnas- como as formosuras
com as marés dos dias não se fingem
absortos- apenas desenganos- memórias do mundo

-minha voz é alma, e eu declamo- sou pensamento

minha palavra é alma que o tempo adoça
não há papel que a suporte em tamanha realidade
nem linha que a tolere minha breve sorte
tal imensidão das horas me redima
desse absurdo sentir que até o amor consente

-meu amor é alma por um triz- beiro o firmamento

meu olhar é alma enluarada
e os receios são tantas borboletas voando em liberdade
como estrelas num tapete azul temperando o infinito
sem pespontos, nem dobras sem fantasias
talvez sonho e foz que os versos possam ter

meu olhar é alma sonhadora razão
e eu apenas sou fuga minha companheira
vestida das tantas letras - cada partida
fugitiva das muitas luas rumo aos sóis

-minha alma é nua voz- onde as dúvidas se perdem

Karinna* & Miguel-