Sobre o Blog...

Encontro poético em que inexiste a cronologia dos poemas. Pensamos em deixar registrada uma obra que reúna qualidades individuais sob um mesmo timbre, nossa marca entendida lado a lado. Registro de luz em olhares gêmeos fecundados na sementeira do verso... Quatro mãos, uma Poesia, almas em parceria.
Miguel- & Karinna*

domingo, 17 de maio de 2015

Apenas de Mar* // Na calma noite


Apenas de Mar*
é de mar esse meu sonho
caravelas singram no azul
sou plenitude, estática pausa
uma lua num menear de cílios
maré de amor- reflexo d'alva
é de mar esse meu anseio
abraçar-te entre as sedas
noturnos acordes
de um bendito aconchego
sou de mar, sou tuas ondas
tenho-te aqui nos marulhos
nas toadas borbulhantes
tépidos beijos, ao sul
num encontro sem norte
é de mar esse sussurro
que guardas no peito
tal sonho orvalhado
tal carícia embriagada
nas neblinas chorosas
dessa paixão sem palavra
sou de mar turquesa
adornada das ternuras infindas
desse querer-me em ti
nas profundezas de um verso de fitas
apenas querendo-te
e de mar, apenas de mar...sendo-te.
Karinna*

Apenas de Mar*// Na calma noite

é de mar esse meu sonho// ele nos pensa
caravelas singram no azul// maior que o mundo
sou plenitude, estática pausa// que a madrugada esconde
uma lua num menear de cílios// saudade, sede de ti
maré de amor- reflexo d'alva// origem de tudo, Mar

é de mar esse meu anseio// perfume inesquecível
abraçar-te entre as sedas// da fêmea do desejo
noturnos acordes// bailando nos séculos
de um bendito aconchego// da lucidez

sou de mar, sou tuas ondas//  que se enroscam
tenho-te aqui nos marulhos// onde inscrevo teu nome
nas toadas borbulhantes// com efeito de absinto
tépidos beijos, ao sul// que de amor emudeço
num encontro sem norte// às labaredas

é de mar esse sussurro// flutuante
que guardas no peito// como o grito vem à tona
tal sonho orvalhado// sobre a linha do horizonte
tal carícia embriagada// muito além das imagens
nas neblinas chorosas// do suspiro do tempo
dessa paixão sem palavra// que falar não basta

sou de mar turquesa// tocada eternidade
adornada das ternuras infindas/ de olhares vestida
desse querer-me em ti// como rainha
nas profundezas de um verso de fitas// devoro-te
apenas querendo-te// a galope...
e de mar, apenas de mar...sendo-te. // Saí do poema! 

Karinna*// Miguel-



Na calma noite

ele nos pensa
maior que o mundo
que a madrugada esconde
saudade, sede de ti
origem de tudo, Mar

perfume inesquecível
da fêmea do desejo
bailando nos séculos
da lucidez

que se enroscam
onde inscrevo teu nome
com efeito de absinto
que de amor emudeço
às labaredas

flutuante
como o grito vem à tona
sobre a linha do horizonte
muito além das imagens
do suspiro do tempo
que falar não basta

tocada eternidade
de olhares vestida
como rainha
devoro-te
a galope...
Saí do poema! 

Miguel-





Um comentário:

Karinna* disse...

*de afogar-me em deleite! bjM-